sábado, 9 de junho de 2018

HÁ EXATOS 50 ANOS, A FERROVIÁRIA GOLEAVA O VICE-CAMPEÃO ITALIANO


Téia recebe cartão de Prata alusivo a conquista da artilharia do campeonato paulista de 1968 das mãos do narrador Wilson Luiz da Rádio Cultura de Araraquara (1968)


A Ferroviária realizou uma campanha sensacional no Paulistão de 1968. Terminou na terceira colocação, à frente de São Paulo, Palmeiras e Portuguesa de Desportos, atrás apenas do Santos (campeão) e do Corinthians (vice-campeão).

Sagrou-se bicampeã do Interior, ganhando pela segunda vez consecutiva o Troféu Folha de S.Paulo, e dando o artilheiro principal do campeonato, Téia, autor de 20 gols.

Foi a primeira vez que um clube interiorano teve no Paulistão o goleador número um. Téia desbancou o Rei Pelé, que vinha sendo, há anos, o artilheiro-mor da competição.

Então...

Apenas quatro dias depois de encerrado o Campeonato Paulista, em plena ebulição dos feitos memoráveis, a Ferroviária programou para a Fonte Luminosa uma partida internacional, convidando para as festividades de comemoração das conquistas do Paulistão... nada mais nada menos que o vice-campeão da Itália, Napoli, que tinha em suas fileiras, entre outros, o craque brasileiro Mazzola (José João Altafini).

O time do Napoli que enfrentou amistosamente a Ferroviária, em Araraquara.  O amistoso só foi possível graças ao araraquarense Sérgio Clérice, ex-jogador e ex-técnico. Clérice brilhou na Itália por anos e anos e depois voltou a residir em sua querida cidade natal.

Entre as homenagens, uma especial: Téia recebeu um cartão de prata das mãos de Wilson Silveira Luiz que era, na ocasião, narrador esportivo da Rádio A Voz da Araraquarense.

Goleada

No embalo da campanha do Paulistão, a Ferroviária foi implacável com os visitantes. Exibindo um futebol que encantou o técnico do Napoli, a AFE estabeleceu um placar altissonante: 4 a 0. 

Entrando no segundo período, Zé Luiz foi o astro maior do espetáculo, assinalando três gols. Bebeto havia inaugurado o marcador no primeiro tempo.

Oscar Scolfaro foi o árbitro do encontro. A Ferroviária jogou um futebol primoroso com esta formação:

Machado; Baiano, Fernando, Rossi e Fogueira; Bebeto (Teodoro) e Bazani; Valdir, Maritaca (Zé Luiz), Téia e Pio. Técnico: Diede José Gomes Lameiro.

O Napoli alinhou: Gumman; Michele, Pogliano (Nardini), Zulini e Girardo (Montefusco); Stente e Cané; Orlando, Bianchi, Di Giacomo e Bortavi. Técnico: Egidio Di Constanzo.

Obs.: O brasileiro Mazzola não jogou.

A arrecadação somou 120 mil cruzeiros novos.

A Ferroviária vivia, há exatos 50 anos, um de seus momentos mais marcantes.
 

Fotos: Museu do Futebol e Esportes de Araraquara

Elaboração e edição: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI e PAULO LUÍS MICALI

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