sábado, 9 de junho de 2018

ESTÁDIO DA FONTE LUMINOSA COMPLETA 67 ANOS NESTE 10 DE JUNHO



Graças à dinâmica liderança do fundador e primeiro presidente da Associação Ferroviária de Esportes, Antônio Tavares Pereira Lima, o Estádio da Fonte Luminosa foi construído em cerca de um ano, transformando-se num dos locais mais importantes e adequados para a prática do futebol no Interior paulista. O dirigente maior da agremiação conseguiu unir a cidade em torno do objetivo de erguer o estádio, e o feito se transformou em motivo de orgulho para toda a coletividade.


Assim, no dia 10 de junho de 1951, um domingo à tarde, a AFE fazia o sexto jogo de sua história enfrentando o time mais forte do Brasil, na época: o Clube de Regatas Vasco da Gama, do Rio de Janeiro.
Festa para a cidade de Araraquara e as localidades vizinhas pela motivação provocada, tanto pela inauguração da majestosa praça desportiva como pela presença de tão ilustre adversário.


A Ferroviária, dando seus primeiros passos na prática do futebol profissional não foi páreo para o Cruzmaltino, que já na primeira etapa estabelecia o placar de 5 a 0 e parava no segundo tempo. Friaça deu show e anotou quatro gols. O estádio, tido como o melhor do Interior, ficou lotado (aproximadamente 20 mil pessoas) e a torcida vibrou com a abertura de um novo local de espetáculos e também com a exibição do Vasco.


A ficha do jogo

FERROVIÁRIA 0 X 5 VASCO DA GAMA

Dia 10 de junho de 1951, domingo
Local: Estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros (Fonte Luminosa), em Araraquara (SP).
Finalidade: Amistoso Interestadual para inauguração do estádio
Árbitro: Alberto da Gama Malcher (Federação Carioca de Futebol)
Auxiliares: Ernani Salvador Volpi e Rolando Volpi (Liga Araraquarense de Futebol)
Renda: Superior a Cr$ 300.000,00
Gols: Friança (4) e Tesourinha
Ferroviária – Sandro (Tino); Sarvas (Espanador) e Aléssio; Pierri, Basso e Pimentel (Rudge); Guardinha (Baltazar), Fordinho (Milton Viana), Marinho (Fordinho), Gonçalves e Baltazar (Tonhé). Técnico: Zezinho Silva.
Vasco da Gama – Barbosa; Augusto (Laerte) e Clarel; Ipojucan (Lola), Danilo e Alfredo; Tesourinha, Ademir (Amorim), Friança, Maneca (Ipojucan) e Djair (Chico). Técnico: Flávio Costa.


Preliminar: Amadores da AFE 1 x 0 ACEA (Associação dos Cronistas Esportivos de Araraquara), gol de pênalti.


Obs.: Em que pese o mau resultado da estreia, contra um adversário fortíssimo, a Ferroviária passou a ter, em seu reduto, um aproveitamento muito bom, principalmente nas duas primeiras décadas (50 e 60).







Fonte: Acervo de “Ferroviária em Campo”   
Fotos: Museu da Ferroviária; Revista Memória Araraquara e internet.

Pesquisa, elaboração e edição: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI e PAULO LUÍS MICALI

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