segunda-feira, 6 de novembro de 2017

CAUSOS DA FERROVIÁRIA CONTADOS POR WILSON LUIZ





FERROVIÁRIA EM CAMPO apresenta três causos enviados pelo decano da mídia esportiva araraquarense, Wilson Silveira Luiz, deixando os estimados leitores à vontade para apresentarem mais detalhes a respeito, desde que saibam de outros pormenores.


ENROSCOU O DISCO
Foi no dia 4 de dezembro de 1968, em Barranquilla, na Colômbia – amistoso FERROVIÁRIA  3 x Deportivo Junior 2.
O Fogueira talvez tenha mais detalhes.
Eu estava no Estádio.
O Fogueira, como capitão do time, hasteou o Pavilhão Brasileiro, ao som do nosso Hino Nacional.
A execução foi feita pelo serviço de alto falante do Estádio.
E naquele tempo era na base do LP de vinil ou discos de 78 rotações.
Pois bem... O Fogueira, todo compenetrado, procedia a subida do nosso Pavilhão.
Só que o disco enroscou... foi um tal de ouvir... ouvir... ouvir... as margens plácidas... e o Fogueira ficou perdido – resolveu dar uma apressada e levou o nosso pavilhão lá pra cima. Foi uma gozação geral, principalmente dos nossos atletas que também ficaram meio perdidos.
O Fogueira talvez tenha mais detalhes para falar desse pitoresco episódio da história internacional da AFE.


O PIJAMA DO TIANA

Entre os muitos fatos da história da AFE, me lembro do ano de 1956.
Eu estava servindo ao 2º BC-Batalhão de Caçadores, em São Vicente.
A Ferroviária foi jogar contra a Portuguesa Santista e a Delegação ficou concentrada no Palace Hotel, na Praia do Zé Menino, em Santos.
Os costumes eram completamente diferentes.
Era indispensável o uso de pijama.
Naquele tempo não tinha celular e    mesmo a comunicação por telefone, era difícil.
Depois de uns 10 dias que a AFE havia jogado, o estafeta do quartel me entregou uma correspondência de Araraquara.
Era o Tiana me pedindo que fosse ao Hotel para saber se o pijama dele estava lá, pois ele o havia esquecido por ocasião da estadia ali.
Recebi a correspondência numa segunda-feira. Na quarta-feira, como era de costume, eu tinha folga no quartel, após o almoço.
Peguei o bonde e fui pro Hotel. Realmente, o pijama estava lá guardadinho. Mostrei a carta para o recepcionista e fiquei com o pijama.
Quase uns 15 dias depois, viajei para Araraquara para visitar a família. E entreguei o pijama para o Tiana, que agradeceu todo feliz.
Historinha não muito importante, mas serve para registrar uma curiosa passagem. E tem mais: eu era o representante da Ferroviária na Baixada Santista, conforme determinação do Dr. Eugênio, então Presidente da Associação Ferroviária de Esportes.


“HOMEM DA MÃO GRANDE – CUIDADO COM AS ÁGUAS”

Confesso que não tenho muitos detalhes e nem datas certas.
Mas numa partida em Santos, não me lembro se contra o Santos ou contra a Portuguesa Santista, os atletas da AFE foram “tomar um banho de mar, à noite – na Praia do Zé Menino”.
O técnico Almeida era umbandista praticante e fervoroso.
Ele levou os “meninos” para uma “lavagem espiritual” nas águas salgadas do mar.
E na “concentração”, teve uma voz que falou alto e bom som: “moço da mão grande – tome cuidado com as águas”.
E não deu outra: no ano seguinte, o moço da mão grande, Carlos Alberto Alimari, morreu afogado, um ano depois, nas águas do Rio Mogi.
Alguém deve ter mais detalhes desse episódio.

FERROVIÁRIA EM CAMPO: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI E PAULO LUIS MICALI

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