domingo, 16 de abril de 2017

O NOTA 10 DA FERROVIÁRIA




Nos mais de 1.400 minutos de Ferroviária em campo pelo Paulistão, ele esteve em ação. Único jogador nessa condição, impecável técnica e disciplinarmente, esbanjando disposição e categoria, LEANDRO AMARO converteu-se no paradigma de atleta ideal. 
Leandro Amaro
Sem desmerecimento aos demais que também se aplicaram e procuraram dar o melhor de si em benefício da Locomotiva, forçoso é reconhecer a supremacia desse exemplar profissional.
Fez todas as 15 partidas da Ferroviária no certame bandeirante, nunca foi substituído nem expulso e exibiu uma garra nem sempre demonstrada por alguns companheiros de equipe. De quebra, anotou dois tentos importantes para a sorte do time, em investidas ao ataque convertidas em êxito.
Leandro Amaro foi o primeiro jogador anunciado para as disputas do Campeonato Paulista. E o primeiro na aprovação unânime dos torcedores. Atleta nota 10, valoroso na jornada afeana, fundamental, entre outros, na luta, por fim vitoriosa, pela permanência na divisão de honra do futebol paulista.
Embora o futebol seja um esporte coletivo, não há como igualar os desiguais. Cada qual dá a sua parcela de participação e contribuição, mas é mister que se dê destaque a quem exibe maiores e melhores qualidades. É o caso, no recém-findo – para a Ferroviária – Campeonato Paulista, do zagueiro Leandro Amaro.
Será muito difícil tê-lo no próximo Paulistão, mas com certeza esse passa a ser o desejo da galera grená araraquarense.


27 ATLETAS DEFENDERAM A FERROVIÁRIA NO PAULISTÃO
    
Além de Leandro Amaro, também Alan Mineiro participou dos 15 jogos realizados pela Ferroviária.
Porém, enquanto Leandro Amaro atuou o tempo todo, Alan foi substituído em nove partidas e entrou durante o jogo em uma outra oportunidade.
1º - Leandro Amaro e Alan Mineiro, 15 jogos 
3º - Tiago Marques, Juninho e Willian Cordeiro, 14 
6º - Patrick, 13 
7º - Elder Santana, 12 
8º - Luan, Fábio Souza e Kelvy, 10 
11º - Claudinei, 9 
12º - Matheus e Capixaba, 8 
14º - Tadeu, Jonathan Bocão e Flávio, 7 
17º - Renato Xavier e Léo Veloso, 5 
19º - Leonardo e Bruno Lopes, 4 
21º - Fernandinho, Kaio Fernando, Sávio e Zé Mário, 3 
25º - Raniele, Ian e Rafael Castro, 2 

MAIS FORA QUE EM CASA
      
A Ferroviária realizou sete jogos em Araraquara, na Arena Fonte Luminosa, e oito fora. Dos 17 pontos obtidos, 9 aconteceram em casa e 8 fora.

TRÊS TÉCNICOS 
              
Picoli
Em 15 jogos, três técnicos. Média de cinco jogos por treinador. Realmente, um aspecto negativo. Como exibir padrão de jogo e qualidades coletivas com tantas mudanças em curto espaço de tempo e de partidas?

O primeiro treinador, aquele que preparou o grupo desde a Copa Paulista, foi Antônio Picoli. Durou pouco sua presença no comando: apenas nos dois primeiros compromissos do certame, traduzidos em derrotas.

PC Oliveira
PC de Oliveira foi o escolhido para tentar salvar a Ferroviária. Dirigiu o time em nove jogos, dando um tempo no seu futsal. Com ele, foram três vitórias, três empates e três derrotas.  Dos 13 pontos conquistados, 12 aconteceram sob seu comando. 
Exitoso em sua primeira experiência no futebol, como técnico, PC abriu caminho para novas ocasiões. Deu-se bem e mereceu destacados elogios. Não dirigiu sozinho, pois adotou a unificação com os técnicos da base, que o auxiliaram. 
Ricardo Moraes

Ricardo Moraes totalizou quatro jogos, um na saída de Picoli e outros três no Torneio do Interior. Colecionou dois empates, uma vitória e uma derrota. Somando todas as vezes em que Ricardo respondeu pela direção técnica da equipe, seu resultado mais usual foi o empate.




PÚBLICO GRENÁ
            
Nos 15 jogos da Locomotiva, a média de público foi de 4.200.
Na Arena Fonte Luminosa, a média foi de 2.447.
Fora da Arena, em outras cidades, a média chegou a 5.734.
Total de público na Arena, nos sete jogos da Ferroviária: 17.133.
Total de público em outras cidades, nos oito jogos dos grenás: 45.872 pagantes. 
O maior público que viu a Ferroviária em campo no Paulistão foi o do Allianz Parque, no jogo contra o Palmeiras: 26.201 pagantes.
O menor de todos foi o do Moisés Lucarelli, em Campinas, no jogo contra o Red Bull Brasil: 345.
Na Arena, o maior público foi o do jogo com o Corinthians: 7.572.
Decepcionante em se tratando de Corinthians. 
Pela má campanha, não houve ânimo por parte dos afeanos. Some-se a isso um fator altamente significativo: os preços dos ingressos, nada compatíveis com a situação econômica do país e, por consequência, dos cidadãos.
Enquanto os dirigentes não caírem na real, vai ser esse desalento e a tristeza de se ver estádios vazios em jogos inexpressivos (e até nos expressivos).

Fonte:
Acervo de “Ferroviária em Campo”
Fotos: "Ferroviária em Campo"; Ferroviária SA; ESPN.

Pesquisa, elaboração e edição: Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali 

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