domingo, 5 de março de 2017

FERNANDO LEITE FORMOU DUPLA DE ZAGA COM RONALDO MARCONATO





Fernando Moraes Leite 

Data de nascimento: 17 de novembro de 1973

Cidade natal: Araraquara-SP 


(Em entrevista concedida a Paulo Micali, de “Ferroviária em Campo”, Fernando Leite descreveu sua trajetória no futebol. Que prossegue, pois ainda atua, agora como Gerente de Futebol Profissional)



Na Ferroviária

“Cheguei na Ferroviária no final de 1988. Fui treinado pelo grande Tota, Carlinhos Fagnani, eterno Bazani e também Wilson Carrasco, todos na base (Infantil, Juvenil e Juniores). Subi para o profissional, com 17 anos, com o sr. Vail Motta.”




O Torneio de Juniores no Japão

“Aliás, fui escolhido para ir para esse Torneio no Japão quando treinava na equipe profissional e os japoneses me escolheram durante os treinamentos que assistiram.
Fernando Leite e Ronaldo Marconato
Nosso presidente era o Parelli. 
Meu diretor da base na época era Paulinho Esteves.
No profissional era Reinaldo Marcilli.”

“Eu formava dupla de zagueiros com Ronaldo Marconato, meu amigo e irmão até hoje.
Lembro que fui chamado na sala da presidência e comunicado que os japoneses haviam gostado do meu estilo de jogo e eu iria para o Torneio.
Porém éramos em 12 atletas e iriam somente oito.”


Bazani, Norinho, Fernando Leite e Sandro Amorim

Período na AFE 

“Fiquei na Ferroviária de 1988 até a Copa São Paulo de 1994. 
Meu nome de escalação era Fernando Leite.”

“Em 1993 fomos vice-campeões paulistas de Juniores e tive o prazer de ser um dos capitães daquela equipe sensacional, quando enfrentamos o Guarani de Campinas, uma equipe fortíssima naquela época. Nosso time também era espetacular.
Nossa formação principal era:
Chicão ou Dê; Cléber Calderan ou Rogério Cecap, Ronaldo Marconato, Fernando Leite e Osmil; Volnei, Taroba, Fabrício Maia e Ricardo Dias ou Sandrinho; Juari e Silvinho ou Otávio Augusto”

Em pé Rogério Cecap, Fernando Leite, Osmil, Volnei, Chicão, Ronaldo Marconato, Quito e Bazani 
Agachados: Edson Taroba, Silvinho, Teles, Sandrinho e Adriano.

Você atuou pelo profissional?

“Joguei muito pouco. Fui convocado inúmeras vezes.”



Outros clubes 

Você defendeu outros clubes?
“Sim. Primavera de Indaiatuba, Dracena FC, Paulista de Jundiaí, Lemense, Jaboticabal. Fui para a Suíça, onde fiquei até 2002.
Matonense (empréstimo) – Copa João Havelange.
Operário de Ponta Grossa (PR) – empréstimo.
Final de carreira na Suíça, após uma cirurgia no joelho.
Então, voltei para o Brasil.”





Após a fase de atleta, carreira no futebol

“Montei um projeto muito legal em Américo Brasiliense, montando Academia de Futebol AD São Caetano. Ficamos ali de 2004 a 2007.
Nesse período me formei em Administração de Empresas e Comércio Exterior.
O projeto em Américo Brasiliense foi em parceria com a Secretaria de Esportes da cidade e meus sócios no projeto eram Ronaldo Marconato e Gilmar (ambos ex-atletas da Ferroviária).
Em 2008 fui convidado para ser supervisor de futebol profissional do Nacional de Rolândia onde conseguimos o acesso para a primeira divisão do campeonato paranaense, onde um dos destaques daquela equipe era o goleiro Danilo, que faleceu no acidente do voo da Chapecoense.
2008 a 2010 – Nacional de Rolândia como Supervisor de futebol profissional.
2012 a 2015 – Paraná Clube como Supervisor de futebol profissional.
2015 – Paysandu como Supervisor de futebol profissional.
2016 – Londrina como Gerente de futebol profissional.
2017 – Paysandu como Gerente de futebol profissional.”


Detalhes da conquista no Japão

Com relação ao torneio do Japão, você se recorda quais foram os jogos e placares?
“Poxa! Agosto de 1991. Faz tempo. Lembro que fizemos a final com a Seleção de Shizuoka e vencemos por 2 a 1. Ganhamos da Sampdória da Itália por 3 a 1 na fase de classificação. Acho que pegamos também de 1 a 0 o Bayern de Munique. E Seleção da Coreia de 2 a 0. Acho que foi isso.
Nossos oito atletas foram:
Robertão, Ronaldo Marconato, Fernando Leite, Taroba, Wilson Cavuco, Alexandre Ramello, Sandrinho e Norinho.
Técnico, o lendário Bazani.
A decisão foi contra o time da casa... foi a maior pressão.
Seleção de Shizuoka  1 x 2  Ferroviária/Mogi Mirim – Gol de empate de Taroba e gol do título de Sandrinho com passe de Norinho.”



Reconhecimento e agradecimento à Ferroviária 

“Sou grato à Ferroviária por ter me dado a oportunidade de iniciar em um clube profissional e terem me ensinado tanta coisa.”


Nos clubes da cidade 

“Nos clubes da cidade eu joguei com algumas lendas vivas do futebol amador.  Zé Lemão no Colorado e treinávamos na Atlética da Vila Xavier. Maô no Palmeirinha da Vila Xavier e ao lado da minha casa. Armando Clemente, no Atlas.”



Atualmente 

“Hoje estou morando em Belém do Pará em minha segunda passagem pelo Paysandu, mas a minha residência é em Santa Terezinha de Itaipu (PR), cidade que fica a 25 km de Foz do Iguaçu, onde vivo com minha esposa Renata Mantovani e meu filho Lucas Mantovani Leite, de 5 anos.”

“Vivi minha vida toda praticamente longe da minha família aí em Araraquara, onde estão até hoje.”


Fotos: Fernando Leite

Elaboração e edição: Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali 

2 comentários:

  1. Grande fernando leite grande familia leite com fabio leite e rodrigo leite
    jogo muito epoca que ferroviaria enchi os olhos dos torcedore

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  2. Dizem q o Fernando Leite foi um bom zagueiro mas vcs teriam algum vídeo da época q ele jogava ou apenas fotos?

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