segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

ZÉ LUIZ, O CRAQUE DA CAMISA 8 DA FERROVIÁRIA




Nome: José Luiz dos Santos 
Nascimento: 20 de setembro de 1945
Cidade natal: São José dos Campos (SP)
Período na AFE: 1968 a 1973


Lance e Zé Luiz - 1973 
Um dos maiores jogadores que a Ferroviária já teve foi Zé Luiz, craque da camisa 8. Talentoso, tinha um futebol clássico e objetivo, energizado pela grande aplicação.

Jogou na AFE de 1968 a 1973. Logo no primeiro ano em Araraquara, foi campeão do Interior, fez uma partida memorável contra o Napoli (Itália), entrando no segundo tempo e marcando três gols, e participou da vitoriosa excursão à América Central e Colômbia (foi um dos artilheiros do time, com três gols, ao lado de Peixinho, Maritaca e Baiano).

No ano seguinte – 1969 – participaria ativamente da campanha do Tri do Interior, sendo um dos maiores destaques da equipe.

Ouvido por Paulo Micali (de “Ferroviária em Campo”), Zé Luiz resumiu assim a sua trajetória no futebol:

“Eu jogava na várzea. O povo do Corinthians me viu jogando e me levaram pra lá. Fiquei um tempo no Parque São Jorge e fui emprestado para o XV de Piracicaba. Joguei três meses no XV, fiz um bom campeonato e voltei para o Corinthians. Mas não permaneci no clube. Fui emprestado para o São José e por lá fiquei três anos.

Casei em São José dos Campos, consegui o acesso com o time, mas o São José não pôde subir, pois o estádio não tinha capacidade.

Lance, Leão, Baiano e Zé Luíz
Permaneci três anos no São José e depois vim para a Ferroviária, juntamente com o lateral-direito Baiano (José Senador), trazidos pelo técnico Diéde Lameiro. Na Ferroviária, foram seis anos.

Depois, fui para o Comercial, de Ribeirão Preto, onde joguei três anos. Após isso, rodei por muitos times, até pelo Mato Grosso (Mixto de Cuiabá), e voltei para São Paulo, jogando no Juventus. Foi onde encerrei a minha carreira.”

Depois que parou de jogar, Zé Luiz ainda mexeu com o futebol (amador, veteranos), na firma onde trabalhava. Ao se aposentar, parou também com o futebol. Ele mora em São José dos Campos, sua terra natal.

Em pé: Baiano, Carlos Alberto, Muri, Ticão, Zé Carlos e Fernando;
Agachados: Tonho, Zé Luís, Lance, Ademir e Nei

Gols pela Ferroviária 

Embora não saiba quantos foram, Zé Luiz marcou bom número de gols pela AFE.

Em 1968, foram 4 gols no Campeonato Paulista e 3 na excursão ao exterior (foi quem mais marcou, juntamente com Peixinho, Maritaca e Baiano).

Em 1969, não anotou tentos no certame paulista.

Em 1970, fez 6 gols no Paulistinha (1ª edição), empatando com Bebeto na primeira colocação entre os artilheiros. No Paulistão, anotou 1 tento. E no Paulistinha (2ª edição), marcou mais 2 gols. No ano, com 9 gols, foi quem mais marcou pela Ferroviária, juntamente com o seu amigo Lance. 

O goleiro são-paulino Sérgio Valentim
com os jogadores Lance e Zé Luís
Em 1971, Zé Luiz marcou 5 gols no Campeonato Paulista e 2 no Paulistinha. No ano, ficou em 2º lugar entre os artilheiros grenás, com 7 gols. O 1º lugar voltou a ser de Lance, o centroavante.

Em 1972, foram 3 gols no Paulistão e 1 no Paulistinha.

E em 1973, Zé Luiz marcou 2 tentos no certame bandeirante.

Não foram computados, aqui, os gols marcados pelo grande meia-direita em partidas amistosas.

Em jogos oficiais de competição, e mais na excursão ao exterior em 1968, Zé Luiz marcou 29 gols com a camisa grená. 


Capacete

Entre os colegas, tinha o apelido de Capacete. O jornalista e fotógrafo Tetê Viviani, em matéria para o site oficial da Ferroviária, assim comentou a origem desse cognome:

“O apelido Capacete é uma referência ao cabelo baixo, e, como Zé Luiz usava sempre o mesmo corte, ligaram seu visual a uma pessoa com a proteção usada pelos motoqueiros naqueles memoráveis anos 60.”

 Ferroviária em 1969. Em pé,: Baiano, Carlos Alberto, Fogueira, Muri, Ticão, Pádua e o técnico Vail Mota.
Agachados, na mesma ordem: Rola (massagista), Valdir, Zé Luís, Ismael, Bazani e Nei.


Atenção, Ferroviária!

Zé Luiz afirma ter netos e outros jovens parentes que merecem uma oportunidade no futebol, pois jogam bem. O “sangue” é bom... o parentesco com o ex-craque afeano recomenda. Quem sabe surjam novos talentos da mesma estirpe... 


AFE 1971 - Em pé: Getúlio, Baiano, Ticão, Tonhé, Zé Carlos e Fernando.
 Agachados:  Maurinho, Zé Luís, Lance, Bazani e Nei.


Fontes:
- Entrevista de Paulo Luís Micali com Zé Luiz
- Acervo de “Ferroviária em Campo”

Pesquisa, elaboração e edição: Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali

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