domingo, 12 de fevereiro de 2017

OS NOVE MESES DE PICOLI NA FERROVIÁRIA




Diferentemente da primeira vez, em 2014, quando decidiu deixar a Ferroviária para dirigir o Juventude, de Caxias do Sul, o técnico Antônio Picoli está sendo despedido na atual passagem pela Ferroviária de Araraquara.


Duas eliminações da Copa do Brasil, um vice-campeonato da Copa Paulista e um encaminhamento do time para um eventual rebaixamento no Paulistão. Esse é o resumo impiedoso e implacável da segunda presença do catarinense Edemar Antônio Picoli na direção técnica da Ferroviária.

Os números lhe são favoráveis, mas os resultados competitivos, não.

É certo que ganhou 50%, empatou 30% e perdeu apenas 20% dos jogos em que dirigiu o time grená, mas também é certo que sofreu desvantagens contra Fluminense-RJ (dentro da lógica) e ASA-AL, nas edições de 2016 e 2017 da Copa do Brasil; acabou perdendo a decisão da Copa Paulista/2016 para o XV de Piracicaba; e encaminhou o time para uma eventual queda para a série A2 do Campeonato Paulista, ao perder as duas partidas iniciais realizadas pela Ferroviária no Paulistão/2017.

De 4 de maio de 2016 a 11 de fevereiro de 2017 – um período de nove meses – Picoli dirigiu a Ferroviária em 30 jogos. Ganhou 15, empatou 9 e perdeu apenas 6. Sua equipe marcou 55 gols e sofreu bem menos, 27.

Mas esses números positivos não lhe garantiram o emprego. Com uma peculiaridade intrigante de começar ganhando e declinar no segundo tempo, o time comandado por Picoli em 2017 mostrou fragilidade, insegurança e mau condicionamento físico.

A partir do momento em que declarou ter participado do trabalho de formação do elenco, corroborando as contratações realizadas pelo clube, Picoli assumiu a responsabilidade pelo desempenho do quadro.

Atenuantes como o tempo escasso para a preparação do time e os limitados recursos financeiros da associação para contratações não lhe asseguraram a permanência, numa hora em que se torna mais prático e cômodo mudar uma peça para tentar resolver o problema gerado por inúmeras peças.

Mas como no futebol se vive de resultados, e eles assumem o caráter de imediatistas, Picoli caiu. De nada adiantou, para si mesmo, o bom trabalho feito na Copa Paulista, alcançando um vice-campeonato com grande número de jovens atletas formados na base afeana.


E a roda-viva da dança dos técnicos segue o seu giro alucinante e avassalador...



Fotos: Thiago Carvalho (Ferroviáriasa); Globo Esporte.
Texto e edição de Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali

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