quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

DEPOIMENTO DE WILSON LUIZ COM REVELAÇÕES SOBRE A BATALHA DE MARÍLIA


Como a equipe da rádio Cultura escapou da fúria dos torcedores



Temos mais novidades a respeito da verdadeira batalha campal ocorrida em Marília, no distante 1972, em partida importantíssima pelo Paulistinha, que qualificava os clubes do Interior para o Paulistão de 1973.

WILSON LUIZ, que então comandava a equipe esportiva da rádio Cultura de Araraquara, tem um depoimento a fazer aos amigos torcedores da Ferroviária, a respeito do apuro que também os integrantes das equipes de emissoras de rádio de Araraquara passaram na cidade de Marília, naquela ocasião.

Vamos ao relato do Wilson Luiz:

“Ainda com respeito ao ‘jogo guerra’ em Marília.

Na matéria dos colegas de Marília, consta a depredação das viaturas de rádios de Araraquara.

Na verdade, era apenas a viatura da Rádio Morada do Sol que estava estacionada em frente ao Abreuzão.

História

Nós da rádio Cultura, viajamos no Opala do Antônio Carlos Rodrigues dos Santos.

Por obra do destino ou intuição do Toninho, quando viajávamos, pela manhã, para Marília, o Toninho, dono e motorista do carro, resolveu, quando passávamos por Bauru, encostar o veículo no acostamento da rodovia e retirar as placas identificadoras de Araraquara.

Nós ‘tiramos o sarro’ nele, chamando-o de medroso.

Lá em Marília, estacionamos o carro numa viela quase em frente ao Estádio, distante uns 80 metros.

Depois dos tumultos, quase 1 hora da madruga, resolvemos sair do Estádio com o nosso material de rádio.

Nosso ‘carro’ estava intacto.

Mas quando chegamos bem pertinho algum ‘bagunceiro’ percebeu que nós éramos de Araraquara.

Mal deu tempo de entrarmos no Opala e sairmos em ‘disparada’.

Mesmo assim uma pedra atingiu o vidro traseiro, deixando um ‘risco’.
E saímos, rumo a Araraquara.”


Esse foi um dos episódios de apuro dos homens de rádio que faziam coberturas esportivas. Mas certamente Wilson Silveira Luiz teria uma série de fatos para relatar, frutos de sua longa vivência na radiofonia araraquarense, que se estende até os dias atuais.

Um deles, o acontecido em Novo Horizonte, quando o árbitro de Novorizontino 1 x 0 Ferroviária resolveu apontar uma arma para os dirigentes grenás. E o repórter Toninho certamente estava nas imediações.

São os fatos “periféricos” dos espetáculos futebolísticos, que se incorporam ao memorial dos esportistas, em especial aos do futebol, que contagia as massas.

  
Fonte:
Relato do jornalista e radialista Wilson Silveira Luiz
Foto: Facebook de Wilson S. Luiz

Abertura, encerramento e edição da matéria: Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali

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