quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

LAVINHO: CATEGORIA EM CAMPO EM BENEFÍCIO DA FERROVIÁRIA





Nome: Olavo Donizeti Teixeira Mendonça

Data de nascimento: 16 de março de 1959

Local: Motuca, então distrito do município de Araraquara (SP)



Quem o viu jogando se deleitou com seu futebol mágico. Quem não o viu mas acompanhou o esporte, na certa soube de seus predicados pelos constantes elogios.

Lavinho foi mais uma das muitas revelações da base afeana por meio de Bazani, que o preparou.

De poucas palavras, quieto em seu espaço, Lavinho era todo concentração em função da bola. Por isso guardava profunda intimidade com ela.

Lavinho amava jogar bola. Mais pela prática em si, menos por furor competitivo.

A plástica antes da gana de vencer (não que não a tivesse).
Corpo ereto, cabeça erguida, bola no chão. Passes perfeitos, conclusões em belo estilo.

Mário Travaglini, técnico da seleção paulista de juvenis, que o convocou, se impressionou com suas qualidades. Definiu-o como o melhor jogador juvenil do futebol brasileiro.


TRAJETÓRIA



Lavinho começou no dente-de-leite do Flamenguinho (de Benedito Silva, o popular Tim), onde sagrou-se bicampeão da cidade. Teve passagem também pelo Colorado do Zé Lemão.




Depois, mostrou seu futebol clássico no Estrela Futebol Clube da Vila Velosa, tornando-se campeão juvenil citadino.


Primeiros títulos que ele teve a maior alegria de conquistar e os cita sempre, como feitos inesquecíveis.




Ingressando na Ferroviária, Lavinho foi lapidado pelo Rabi, o Bazani inesquecível. Frio, calmo, o garoto gerou desconfiança em algumas pessoas que viam nisso uma barreira para o seu deslanche. Com o tempo, sua classe se espraiou pelos gramados e o futebol conheceu os predicados do motuquense.


A Ferroviária teve a felicidade de contar com seus atributos futebolísticos de 1978 a 1982, no profissional. De mais importante no futebol da Locomotiva, nesse período, as duas participações na Taça de Prata, em 1980 e 1981. Competição que equivalia ao atual Campeonato Brasileiro da Série B. Além disso, em 1982, último ano de Lavinho na AFE, o time realizou brilhante campanha no Paulistão, terminou na sexta colocação e garantiu presença na Taça de Ouro de 1983, que era o Brasileirão.



Nenhum grande o levou. Pior para eles, pior para o futebol. Apesar de interesses manifestos de São Paulo e Palmeiras, transações não aconteceram. Assim noticiaram os jornais da época.

Como tudo tem seu tempo, o ciclo de Lavinho na Ferroviária terminou em 1982.




Então, clubes como Lemense, Itumbiara, Marília e Novorizontino tiveram o privilégio de contar com o seu futebol de estilo.





IDENTIFICAÇÃO COM O FUTEBOL

O futebol de primeira qualidade do meia-esquerda Lavinho caberia em qualquer time grande. Quando houve interesse de grandes agremiações, a Ferroviária não o cedeu naturalmente porque tentou valorizar a revelação de seu departamento amador. Mas o grande futebol de Lavinho foi visto pela galera grená durante um bom período, em tempos de grandes emoções.





Formado em Educação Física pela Federal de São Carlos, Lavinho vem trabalhando nas categorias de base do futebol de Araraquara. Aos sábados, ele comanda o futebol feminino ensinando os segredos da bola para as garotas que se iniciam na prática desse esporte.




Desde muito jovem, Lavinho viveu o ambiente do futebol. Dele jamais se afastou e certamente seguirá nele indefinidamente.


GALERIA:


































Caminhos abertos por Leonel Peixe para a viabilização desta matéria.

Informações, fotos e recortes de jornais gentilmente fornecidos por Marisa Runisi.


Elaboração e edição de Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali

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