domingo, 3 de janeiro de 2016

TALES: APÓS QUATRO ANOS DE SUCESSO NA FERROVIÁRIA, O CRAQUE FOI ADQUIRIDO PELO CORINTHIANS




Tales brilhou na Ferroviária de 1962 a 1965. Mesmo com o rebaixamento da Locomotiva em 1965, o clube de origem ferroviária conseguiu vender Tales para o Corinthians, por um preço que exigiu e conseguiu faturar: 65 milhões de cruzeiros.

O recorte de A Gazeta Esportiva nº 294, de janeiro de 1966, que nos foi gentilmente cedido por José Renato Sátiro Santiago (escritor e articulista da revista Placar), dá destaque à contratação corintiana e afirma: Corinthians pagou preço da Ferroviária para ter um goleador.

Pela Ferroviária, Tales mostrou um futebol de alto nível técnico e muito objetivo, concretizando muitos gols.

No Corinthians, Tales realizou 178 partidas e marcou 71 tentos. Conquistou o título do Torneio Rio-São Paulo de 1966, dividido entre Corinthians, Santos, Vasco da Gama e Botafogo (não houve tempo para apurar o campeão, e os quatros times que terminaram na primeira colocação foram proclamados campeões).

Tales Flamínio Carlos, o Tales do futebol, era formado em duas profissões: professor primário e técnico em contabilidade. Mas não as exercia por ter enveredado pelos caminhos do futebol, onde se deu muito bem, pelos seus muitos atributos como futebolista.

Tales era de São Manuel (SP). Carlos André Lia, antigo diretor de futebol da Ferroviária, mostrava-se orgulhoso por ter descoberto o craque para a AFE. Por falar nele, Carlos André faleceu faz pouco tempo, em 21 de novembro de 2015, na cidade de Santos, onde residia.


Gols de Tales pela Ferroviária, no Campeonato Paulista

Em quatro edições do Campeonato Paulista - 1962 a 1965 -Tales marcou 31 gols com a camisa da Ferroviária.

1962 - 3 gols; 1963 - 16 gols; 1964 - 5 gols; e 1965 - 7 gols (foi o artilheiro da AFE, juntamente com Felício).



Fontes:

Wikipédia e Gazeta Esportiva (recorte fornecido pelo escritor José Renato Sátiro Santiago).

Fotos: Gazeta Esportiva 294 - Janeiro de 1966


Elaboração e edição: Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali.

Nenhum comentário:

Postar um comentário