sábado, 26 de dezembro de 2015

HISTÓRIA: DUDU EM INÍCIO DE CARREIRA BRILHANTE



(Uma matéria dos primeiros tempos de Dudu no futebol)





Foi em 1959, numa partida contra o Palmeiras, na capital, que o meia- armador Dudu (Olegário Toloi de Oliveira) apareceu para o futebol, lançado pelo técnico José Agnelli numa emergência. Jogou tão bem que não saiu mais do time, participando daquela extraordinária campanha afeana no Campeonato Paulista.

A Revista do Esporte, publicação carioca, apresentou em destaque o jogador Dudu, no ano de 1961, dizendo de suas qualidades. Ele já despontava como uma grande revelação, fadado a se consagrar no futebol. Dudu acabaria sendo contratado justamente pelo clube contra o qual fez sua estreia na AFE: o Palmeiras.

Ferroviária em Campo transcreve a matéria referida:

ELE JÁ ESTÁ NA FILA PARA JOGAR NO ESCRETE

DUDU (da Ferroviária de Araraquara) vai esperar, porque para 62, reconhece que Didi, Gérson e Chinezinho já estão na sua frente

Com dois anos apenas de atividade no futebol profissional, um jogador do interior paulista destacou-se de tal modo que hoje em dia é figura das mais conhecidas dos torcedores bandeirantes. Esse craque é Dudu, que é apontado unanimemente como das grandes estreias da equipe da Ferroviária de Araraquara.

Olegário Toloi de Oliveira é o nome completo do atacante. Nasceu em Araraquara, onde começou nas peladas até ser engajado no quadro de amadores da Ferroviária. Demonstrando grandes predicados, chamou a atenção do técnico da equipe de profissionais do clube interiorano e foi lançado contra o Palmeiras, em 1959, na ponta-esquerda, para tapar buraco. Nessa peleja, a Ferroviária perdeu de 2 a 1, mas Dudu atuou tão bem que passou dali por diante a integrar o quadro principal.

À medida em que ganhava renome nas canchas, Dudu cuidava do futebol, estudando e trabalhando. Hoje, contando 21 anos de idade, é escriturário da Estrada de Ferro Araraquarense e astro do time que tem o nome de sua cidade natal. Detalhe dos mais curiosos é que ele correu todas as posições do ataque da Ferroviária, sendo uma espécie de coringa. Agora, porém, firmou-se como meia-armador.

Dono de bom futebol, tendo por isso mesmo sido cobiçado por vários grandes clubes paulistas, Dudu sonha com o escrete. Admite, porém, que a sua convocação para 62 será difícil, pois na sua frente estão Didi, Gérson e Chinezinho. Ele confia, porém, que a sua vez chegará, pois é jovem e poderá esperar o chamado da CBD em outra oportunidade.



Observação: A publicação da Revista do Esporte, do ano de 1961, foi gentilmente cedida pelo escritor José Renato Sátiro Santiago, que integra o quadro de articulistas da revista Placar. Nossos sinceros agradecimentos ao Sátiro, tio de Fernando Sátiro, que defendeu a jaqueta afeana de 1963 a 1965.



Elaboração, transcrição e edição: Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali

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