segunda-feira, 18 de maio de 2015

A COR GRENÁ FAZ BEM A DANIEL


ELE REENCONTROU O SEU FUTEBOL NO JUVENTUS


Diário de SP 


Apagado em 2014, quando o craque integrou os elencos da Matonense e do Guarani, o futebol de DANIEL ressurgiu em 2015, contribuindo com o acesso do Juventus à Série A2.

A verdade é que Daniel se deu bem com os clubes de cor grená. Até hoje é o artilheiro da Ferroviária na Arena da Fonte, com 12 gols marcados, só que agora divide essa primazia com Alan Mineiro.

O gol mais bonito da Arena continua sendo o de Daniel, contra o Botafogo de Ribeirão Preto, em um jogo de 4 a 1, quando saiu de seu campo e foi driblando vários botafoguenses e concluiu com felicidade, demonstrando invulgar habilidade. Uma placa alusiva ao feito é vista em local de destaque nas dependências da bela Arena.

Não poderia ter sido melhor para Daniel da Silva Costa o seu ingresso no Clube Atlético Juventus. Participando do Campeonato Paulista da Série A3, ele conseguiu a titularidade, atuou em 24 dos 25 jogos feitos pelo Moleque Travesso, assinalou 13 gols, fez 12 assistências e participou de uma campanha irretocável: o avinhado da Mooca teve o melhor ataque e a melhor defesa do certame, embora não chegasse ao título de campeão, que será disputado entre o Taubaté e o Votuporanguense.

Mas pesa sobre o meia Daniel um estigma: o de não ser jogador para 90 minutos. Assim foi na Ferroviária; e mesmo no Juventus, onde encaixou muito bem o seu futebol, ele não terminou 13 das 24 partidas que fez, sendo substituído durante o transcurso das mesmas. Foram 13 jogos incompletos e 11 completos, a atestar que os técnicos têm uma acentuada propensão para sacá-lo do time.

Assim foi na Ferroviária e assim foi também na Matonense. No Guarani, pior ainda, pois Daniel não fez nenhum jogo pelo Campeonato Brasileiro da Série C; simplesmente não jogou.

Ferroviária SA



RESUMO DA TEMPORADA DE 2014

Na Matonense, Daniel não realizou nenhum jogo completo, ou seja, não atuou o tempo todo em nenhum jogo. Não marcou nenhum gol. Não atuou em 9 dos 25 jogos da Matonense no Campeonato Paulista da A3. Nos 16 jogos dos quais participou, começou jogando em 3 e entrou durante os outros 13.

Dos 2.250 minutos regulamentares de jogo da Matonense na A3, Daniel participou de 503 minutos, o que representa apenas 22%. Muito pouco para um jogador de sua magnitude.

Como já afirmamos anteriormente, depois que saiu da Matonense, ingressando no Guarani, foi muito pior, pois Daniel simplesmente não entrou no Campeonato Brasileiro da Série C; só frequentou banco.

Com o ostracismo de sua carreira em 2014, fica patenteado que Daniel está dando a volta por cima neste primeiro semestre de 2015, com o ressurgimento de seu futebol.
O grande desafio que se apresenta ao meia é o de sequenciar essa boa performance para apagar o conceito de bom jogador, com lampejos de craque, mas que não consegue imprimir ritmo a sua carreira de futebolista.

Oxalá Daniel permaneça em evidência, mostrando regularmente o seu primoroso futebol, como conseguiu fazer no Moleque Travesso. Os esportistas em geral terão muita curiosidade em seguir acompanhando a trajetória do meia.

Mas uma coisa é certa: na Ferroviária e no Juventus, onde o avinhado da camisa enfeita os campos verdes, o futebol de Daniel se fez mais esfuziante.

Internet



Texto e edição: Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali

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