sexta-feira, 6 de março de 2015

JACQUELINE MYRNA: FIM DO MISTÉRIO

Foto mais recente de Jacqueline Myrna

Era uma loira linda e muito simpática, que encantou os brasileiros nas décadas de 1960 e 1970, integrando o elenco da Praça da Alegria, na TV, e estrelando alguns filmes.

Jacqueline Myrna - 1968

Puxando para a pronúncia francesa, principalmente do “r”, Jacqueline é, no entanto, de origem romena.

Falava muito, na Praça, sobre a Morada do Sol, e sua pronúncia se notabilizou por ser bastante divertida:  Arrrrarrrraquarrra.

Jacqueline Myrna

Veio a Araraquara em janeiro de 1968, foi homenageada e deu o pontapé inicial do jogo entre Ferroviária e São Paulo, realizado em comemoração ao título de campeã do Interior, conquistado brilhantemente pela Locomotiva.

AFE recebendo as faixas  de campeã no jogo comemorativo contra o SPFC

Jacqueline Myrna divulgou demais a cidade e era adorada por todos. De beleza radiante, a romena conquistou os brasileiros.

Mas, de repente, Jacqueline sumiu. Deixou o estrelato e desapareceu da evidência. Muitos foram os boatos espalhados e nenhuma comprovação se solidificou a respeito de seu destino.

Jacqueline Myrna


Ignácio de Loyola Brandão esclarece

Ignácio L. Brandão
No Estadão desta sexta-feira, Caderno 2, última página, o consagrado escritor araraquarense Ignácio de Loyola Brandão joga luz no assunto.

Segundo ele, o jornalista e escritor Marcelo Duarte, especializado em curiosidades, deu-lhe a informação:

Jacqueline Myrna mora nos Estados Unidos, em Connecticut, tem uma filha (Victoria) do segundo casamento e ganhou três netos. Está com 66 anos e é sócia do genro, administrando uma seguradora e uma rede de lavanderias.

Com muita propriedade, Loyola Brandão encerra a sua crônica com estas palavras:
“Falta água, sobem impostos e contas, Dilma está à deriva, porém Jacqueline Myrna está viva.”

E isso faz muito bem a todos aqueles que aguardaram décadas para saber o que aconteceu com a cativante loira Jacqueline, a moça que propagou destacadamente a nossa querida Arrrarrraquarrra.

(Vale a pena ler a crônica de Loyola Brandão no Estadão e acessar os blogs de Marcelo Duarte, onde muitas outras informações são passadas a respeito da ainda bela romena.)



No dia 28 de janeiro de 1968, quando a Ferroviária comemorou a conquista do título de campeã do interior de 1967, recebendo na Fonte Luminosa o São Paulo FC. Antes do jogo, o presidente grená Aldo Comito cumprimenta a atriz de TV, Jacqueline Myrna, que em programa humorístico divulgava muito o nome da cidade, falando, em seu sotaque francês, Arrarraquarra. `A direita da bela Jacqueline, outro grande personagem da história afeana, Dr. José Welington Pinto.

Fotos: Guiadoscuriosos.com.br; Acervo Museu da Ferroviária.

Elaboração e edição: Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali

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