domingo, 26 de outubro de 2014

O IMPARCIAL DESTACA SEXTO LIVRO DE BAROFFALDI






Em entrevista feita por CARLOS ANDRÉ DE SOUZA, o jornal O IMPARCIAL dá grande destaque ao mais recente livro de Vicente Henrique Baroffaldi, FERROVÁRIA EM CAMPO - BREVIÁRIO GRENÁ.


1 - O que levou você a decidir ampliar o livro 'Ferroviária em campo' com os dados presentes no 'Breviário Grená'?

Baroffaldi - Distribuímos gratuitamente 1.000 exemplares de Ferroviária em Campo, do final de 2010 a abril de 2011. A partir de então, passamos a ser interpelados muitas vezes sobre um novo livro da Ferroviária. Em vez de simplesmente atualizarmos os dados, preferimos ampliar este segundo livro com novos aspectos interessantes da vida da AFE, oferecendo muitas informações e curiosidades.


2 - Qual é o diferencial do novo livro em relação ao original?

Baroffaldi - O livro original, de 2010, atinha-se muito aos números das campanhas afeanas. O de agora possibilita a leitura de muitos tópicos que abordam episódios pouco ou quase nada difundidos no transcorrer dos 64 anos de vida da Ferroviária. Adicionamos mais textos aos muitos números das partidas. Destaque para o capítulo que nos causou maior prazer durante as pesquisas e a elaboração: "Acontecências", constituído por 200 tópicos curtos que trazem muitas curiosidades, enfeixados em 50 páginas que devem agradar a quem gosta de conhecer os meandros do futebol, que extrapolam os 90 minutos de jogo.


3 - Você considera esse novo livro a 'obra definitiva' da Ferroviária ou seus arquivos permitem o lançamento de outras publicações com enfoque na Locomotiva?

Baroffaldi - Há outras facetas a serem apresentadas, mas acho importante separar novas obras, umas das outras, para não saturar o leitor, entremeando trabalhos diversificados sobre outros temas que não a Ferroviária de Araraquara


4 - De todos os tópicos por você pesquisados e relatados, qual deles você considera o mais marcante positivamente e qual deles foi o que mais te entristeceu?

Baroffaldi - O mais marcante foi sentir que a grandeza da Ferroviária foi tão expressiva e significativa que conquistou gerações, ainda hoje interferindo na opinião dos esportistas em geral, que vêem na Ferroviária uma agremiação simpática e de histórico único, pois foi ela a pioneira entre os clubes interioranos a afrontar os grandes clubes. Quanto à maior tristeza, além do declínio do futebol grená, é a constatação de que um enorme patrimônio foi inteiramente perdido, transformando a AFE em um time de 11 camisas e à mercê da boa vontade do poder público, de empresas que gerenciam o futebol e de clubes conveniados que ostentam situação privilegiada e ditam as regras do acordo. Apesar de tudo, a fé é inquebrantável no nome que segue impondo respeito: Ferroviária de Araraquara.


5 - Você já possui uma média superior a um livro por ano, um feito incrivelmente elogiável. O que a arte de escrever significa para você? Já tem um novo projeto em mente?

Baroffaldi - Pra mim, a arte de escrever significa a arte de viver. Eu me apego a essa prática solitária como forma de apego à vida. Minha mãe dizia que eu demorei muito para começar a falar.Parece que não me empolguei muito com a ideia. Escrever é a maneira mais usual de eu me comunicar, guardando distância física do leitor. As ideias são muitas, mas uma está se sobrepondo às demais por ingerência externa, o que não havia acontecido até aqui. As decisões sempre foram minhas sobre o que produzir. Agora, parece que uma primeira interferência de fora vem de encontro a uma das minhas ideias e, nessa conformidade, pode vir a se tornar realidade. Mas convém preservar, por enquanto, o sigilo.


6 - Estamos finalizando a campanha na Copa Paulista e tanto a diretoria como o novo técnico já admitiram que começaram a planejar 2015. O que você espera desse ano que está por vir? O que está faltando para a Ferroviária atingir o objetivo da volta à elite?

Baroffaldi - Em relação à Ferroviária atual aprendi a não esperar muito para não sofrer decepção. Falta estrutura à nossa associação. Comungo com aqueles que valorizam o investimento na base, e não só isso; é crucial que se defina de vez um local para os preparativos das diversas categorias - base, profissional, feminino. A Ferroviária tem sido um clube nômade, itinerante. E mais: não podemos continuar reféns de convênios que nos tirem as revelações da base e que nos deixem endividados. Quanto a Ferroviária deve ao Atlético paranaense? Alguém saberia informar?


7 - Tem algum agradecimento a fazer? Também gostaria que me passasse as informações sobre o livro (preço, onde encontrar, etc.).

Baroffaldi - Sim. Trata-se de um agradecimento obrigatório a Paulo Luís Micali, o moço de Taquaritinga que encampou inteiramente a ideia de difusão do esporte e nos auxilia em diversas frentes, facilitando o nosso trabalho e dando ao resultado final uma mais elevada qualificação. Sua colaboração é inestimável.

Locais de venda: 
"Ferroviária em Campo - Breviário Grená"
Pontes Editores
310 páginas 
Preço: R$ 30,00 


Em Araraquara: LIVRARIA VAMOS LER (rua São Bento, entre Duque e Espanha)  e na BANCA CENTRAL (av. Duque de Caxias, esquina com rua São Bento).

Para quem reside em outras cidades: Pagamento via depósito bancário - Valor: R$ 35,00 (livro, R$ 30,00 + frete, R$ 5,00) Pedidos através de: ferroviariaemcampo@gmail.com, e vicente.baroffaldi@gmail.com www.facebook.com/ferroviariaemcampo1

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