terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

AS TRÊS MAIORES GOLEADAS SOFRIDAS PELA AFE



A Ferroviária impôs um elevado número de goleadas a muitos de seus adversários. A maior delas, 15 a 1, contra o Velo Clube (Rio Claro), pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão/1955.

 No arquivo do blog “Ferroviária em Campo”, os interessados poderão encontrar matéria com o título “Grandes Goleadas Grenás”, que subsidia muito bem quem quiser saber a respeito dos maiores feitos do clube de origem ferroviária, da cidade de Araraquara.

Agora é o momento de abordarmos a outra face da história: a dos insucessos. Afinal, todos os clubes passam por momentos difíceis e por situações vexatórias. A Ferroviária não seria diferente. Só que os seus fracassos não tiveram a mesma dimensão de seus êxitos. Ou seja, suas goleadas sofridas foram por menor número de gols e em menor incidência do que as goleadas aplicadas.
Quinze gols no Velo, doze gols em time africano...

Em contrapartida, três fiascos em escala um pouco inferior: 8 a 0, 8 a 1 e 8 a 2. Essas foram as três piores contagens registradas em jogos da Ferrinha, ao longo de seus quase 64 anos de existência.

Vamos aos pormenores dessas três partidas, que geraram muita tristeza para a coletividade afeana, mas que não podem ser apagadas de sua história. Antes, é bom recordar de vez em quando para procurar evitar novos fracassos de tal magnitude.


A TERCEIRA MAIOR GOLEADA SOFRIDA:

Jogo: Guarani 8 x 2 Ferroviária

Data: 22 de janeiro de 1958, quarta-feira à tarde
Local: Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
Finalidade: Campeonato Paulista de 1957/Torneio do Rebaixamento
Árbitro: Elias Assad Simão
Renda: Cr$ 8.070,00
Gols do Guarani: Fifi (3), Roberto (2), Friaça (2) e Benê
Gols da AFE: Bazani (foto)e Carica
Guarani: Nicanor; Waldir e Benê; Antônio Rosa, Ferrari e Bassu; Vilalobos, Fifi, Friaça, Benê e Roberto
Ferroviária: Fia; Natalino e Elcias; Dirceu, Antoninho e Cardarelli; Araraquara, Cardoso, Otávio, Bazani e Carica
Nota (1) – Apesar da fragorosa goleada, a Ferroviária não foi rebaixada. Aliás, no ano seguinte (1959), ela realizaria a maior campanha de todos os tempos, no Paulistão, chegando a vencer os 15 primeiros jogos que realizou na Fonte Luminosa, em feito até hoje não repetido e que ganhou tremenda notoriedade, na época.
Nota (2) – A Ferroviária teve, sim, um jogador cujo apelido era Araraquara, que, algum tempo após encerrar a carreira, foi assassinado.


A SEGUNDA MAIOR GOLEADA SOFRIDA:

Jogo: Ponte Preta 8 x 1 Ferroviária

Data: 16 de abril de 1994, sábado à tarde
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP)
Finalidade: Campeonato Paulista/Série A1, 2º turno
Árbitro: Marcos Fábio Spironelli
Expulsão: Vilma (AFE), no 2º tempo
Renda: Cr$ 4.860.000,00
Público: 1.027 pagantes
Gols da Ponte Preta: Esquerdinha (3), Pedro Luiz, Guará, Nivaldo, Arnaldo e Monta
Gol da AFE: Luciano Lamoglia (foto)
Ponte Preta: André Dias; Flavinho, Pedro Luiz, Hélio e Branco; Sídnei, Júlio César e Guará; Nivaldo, Arnaldo (Monga) e Esquerdinha (Pelica).
Ferroviária: Rafael (Paulo Sérgio); Marquinhos Capixaba, Vilmar, Paulinho Oliveira e Luciano Lamoglia; Beto, Volnei e Daniel; Ronaldo Paranaense, Ronaldo Baiano e Juari (Joãozinho). Técnico: Rubens Minelli (despedido logo após o jogo)


A PRIMEIRA MAIOR GOLEADA SOFRIDA:

Jogo: Coritiba (PR) 8 x 0 Ferroviária

Data: 16 de agosto de 1995, quarta-feira à noite
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Finalidade: Campeonato Brasileiro/Série B/Primeira Fase
Árbitro: Luís Orlando de Souza (SC)
Renda: R$ 16.965,00
Público: 2.241 pagantes
Expulsões: Pedrinho, 22’/2º tempo, e Serginho, 32’/2º tempo, ambos da Ferroviária
Gols: Zambiasi, 29’/1º; Ademir Alcântara, 20”, Alex, 5’, Gralak  (pênalti), 18’, Alex, 25’, Ademir, 30’, Souza, 33’ e Daniel, 41’ do 2º tempo
Coritiba: Renato; Marcos Teixeira, Gralak (foto), Zambiasi e Marcílio; Ademir (Daniel), Marquinhos e Alex; Claudiomiro (Cuca), Dirceu e Marcos Gaúcho. Técnico: José Carlos Serrão
Ferroviária: Paulo Sérgio; Celso, Pedrinho, Adriano e Rogério Seves; Tita, Volnei e Serginho; Ricardo Dias (Silmar), Silvinho e Juari (Rogério Nascimento). Técnico: Vail Mota



Fontes:

Arquivo do Professor Antônio Jorge Moreira (cópia do Museu do Futebol e Esportes de Araraquara)
O Caminho da Bola, de Rubens Ribeiro – Gráfica da Federação Paulista de Futebol
Revista Placar
Arquivo pessoal
Fotos:

Elaboração e edição: Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali

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