quinta-feira, 11 de abril de 2013

FERROVIÁRIA, 63 ANOS DE HISTÓRIA

A Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara está completando, nesta sexta-feira, 12 de abril de 2013, 63 anos de existência. Uma história marcada por altos e baixos, grandes feitos e declínios sentidos, comemorações e prostrações de seus torcedores, tornando rica sua trajetória ao longo dessas mais de seis décadas de vida. Ponto marcante e positivo foi a sua perseverança. Não obstante os percalços, jamais a esquadra afeana desistiu ou interrompeu suas atividades. Há poucos dias, safou-se de um rebaixamento que já mostrava sua iminência. E la nave va... e a vida segue...
Mostramos, inicialmente, os títulos conquistados pela Ferroviária.
Depois, uma síntese dos fatos que marcaram a vida da Locomotiva, seguida de um levantamento estatístico mostrando os números grenás.

 
Galeria de Troféus - Museu da Ferroviária



TÍTULOS CONQUISTADOS 


Bicampeã da Segunda Divisão do Campeonato Paulista: 1955 e 1966

Tricampeã do Interior (Primeira Divisão): 1967, 1968 e 1969

Campeã do Torneio Incentivo Geraldo José de Almeida (FPF): 1977

Campeã do Torneio Seletivo (FPF): 1982

Campeã da Copa Federação Paulista de Futebol (atual Copa Paulista): 2006

 

IV TAÇA DOS INVICTOS

Conquistada no Paulistinha/1971, ao permanecer invicta por 14 jogos
 

COMPETIÇÕES AMISTOSAS

Campeã do Torneio Quadrangular de Ribeirão Preto (SP): 1967

Campeã do Torneio Quadrangular de Goiás (GO): 1967

Campeã do Torneio Quadrangular de Recife (PE): 1967

Campeã do Torneio Quadrangular de Goiânia (G0): 1969

Campeã do Torneio Quadrangular de Campo Grande (MS): 1974


 

CRONOLOGIA

FATOS MARCANTES DA TRAJETÓRIA DA FERROVIÁRIA

FUNDAÇÃO: nasce, em 12 de abril de 1950, a Associação  Ferroviária de Esportes de Araraquara.
REUNIÃO DE FUNDAÇÃO: realizada no Salão Nobre do Clube 22 de Agosto, em Araraquara; na ata de fundação constaram 77 signatários.
IDEALIZADOR E PRIMEIRO PRESIDENTE: Antônio Tavares Pereira Lima, engenheiro. 

Pereira Lima - todosports.com.br 

PRESIDENTE DE HONRA: Osvaldo Sant’Ana de Almeida, Diretor da Estrada de Ferro Araraquara (EFA).
OS PRIMEIROS DIRETORES: Antônio Tavares Pereira Lima (Presidente), Hermínio Amorim Júnior (Vice-Presidente), Jacob Martins (Primeiro Secretário), Ciro Campos (Segundo Secretário), Augusto Campos (Primeiro Tesoureiro) e Lázaro Ferreira de Almeida Júnior (Segundo Tesoureiro).
FILIAÇÃO À FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL: em 28 de março de 1951, na Segunda Divisão.
PRIMEIRO JOGO: 13 de maio de 1951, no Estádio Municipal de Araraquara, Ferroviária 3 x 1 EC Mogiana, de Campinas.

Primeira Formação da AFE - Revista (*) ARARAQUARA NO NACIONAL, Nº UM, 1978

PRIMEIRA ESCALAÇÃO: Tino; Sarvas e Aléssio (Pádua); Julião, Basso e Pimentel; Ministro (Baltazar), Milton Viana, Fordinho, Gonçalves e Tonhé. Técnico: Zezinho Silva.
PRIMEIRO GOL: Henrique Cândido, o Fordinho.
ESTREIA NA SEGUNDA DIVISÃO: em sua primeira partida oficial de competição, a Ferroviária foi a Uchoa, no dia 3 de junho de 1951 e empatou (0 x 0) com o Uchoa, pela Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Formação: Sandro; Sarvas e Aléssio; Rudge, Basso e Pimentel; Rebolo, Milton Viana, Fordinho, Gonçalves e Tonhé.
INAUGURAÇÃO DO ESTÁDIO DA FONTE LUMINOSA: em 10 de junho de 1951, Ferroviária 0 x 5 Vasco da Gama (RJ). Quatro gols de Friaça (inclusive o 1º gol marcado na Fonte) e um de Tesourinha. Estádio lotado.

Inauguração da Fonte - Museu da AFE

PRIMEIRO GOL DA FERROVIÁRIA NA FONTE: em agosto de 1951, Ferroviária 2 x 1 Barretos, pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Autor do gol: Dirceu.

AFE 1952 - Que fim Levou?

PRIMEIRA DECISÃO: em sua segunda participação no Campeonato Paulista da Segunda Divisão, a Ferroviária já conseguia chegar à decisão, em belíssima campanha, sendo apontada como favorita à conquista do título. O certame correspondia ao ano de 1952, mas foi decidido somente em 31 de maio de 1953, no Pacaembu, em São Paulo. A Ferroviária enfrentou o Linense e não foi feliz, perdendo de 0 x 3.
FUSÃO PROVIDENCIAL: a fusão entre Associação Ferroviária de Esportes e Americano Futebol Clube, em 1953, possibilitou à Ferroviária seguir disputando o Campeonato Paulista da Segunda Divisão, visto que o clube ameriliense era filiado à Federação Paulista de Futebol desde 1943, e a entidade resolveu fazer cumprir, a partir daquele ano, uma norma que existia no papel mas não era consolidada na prática, qual seja, a de que um clube teria de ser filiado há dez anos para poder participar da competição. O Americano foi sensível ao apelo do clube da Estrada e representou papel fundamental para a continuidade de sua gloriosa história. Na época, Américo Brasiliense era distrito do município de Araraquara.
ESTREIA DO MAIOR JOGADOR DA FERROVIÁRIA DE TODOS OS TEMPOS: Bazzani, astro maior da ampla constelação de craques que fizeram história na Ferroviária, marcou sua estreia oficial em 06.02.55, no Estádio Municipal de Araraquara, contra o Paulista local, assinalando um tento na vitória de 3 a 0, pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

Bazani - Ferroviariasa.com.br

 MAIOR GOLEADA DO FUTEBOL PROFISSIONAL (até então e por longo tempo): em 16 de dezembro de 1955, na Fonte, Ferroviária 15 x 1 Velo Clube Rioclarense, pela Segunda Divisão de Profissionais.

Cardoso e Gomes - 1955 - www.memoriasdedescalvado.com.br

MAIOR GOLEADOR DE TODOS OS TEMPOS (em uma mesma partida): Cardoso, com 7 tentos, nos 15 a 1 contra o Velo.
CAMPEÃ DA SEGUNDA DIVISÃO DE PROFISSIONAIS: na edição de 1955.

AFE 1956 - Que fim Levou?
 JOGO DECISIVO: dia 15 de abril de 1956, na Fonte Luminosa, Ferroviária 6 x 3 Botafogo (RP).

Ferroviária 6 x 3 Botafogo - Ferroviariasa.com.br

O TIME CAMPEÃO: Fia; Izan e Ferraciolli; Dirceu, Pixo e Elcias; Paulinho, Cardoso, Gomes, Bazzani e Boquita.
TÉCNICO NAQUELA OCASIÃO: Clóvis Van-Dick (Capilé).
FIA E O BELFORT DUARTE: O goleiro Fia (Waldomiro Barbosa de Oliveira) recebe, em 1956, o prêmio Belfort Duarte, pela impecável disciplina em campo. Fia defendeu a Ferroviária de 1953 a 1960, justificando sempre o conceito de excelente profissional.

Fia - Que Fim Levou?

INAUGURAÇÃO OFICIAL DO SISTEMA DE REFLETORES DO ESTÁDIO DA FONTE: em 15 de abril de 1959, Ferroviária 3 x 3 Vasco da Gama (RJ).
PRIMEIRA PARTICIPAÇÃO EXPRESSIVA NO CAMPEONATO DA PRIMEIRA DIVISÃO: em 1959, terminando em 3º lugar, com uma campanha magistral para uma agremiação de nove anos de existência. Em 38 jogos, foram 23 vitórias, 7 empates e apenas 8 derrotas, com 78 gols assinalados, 44 sofridos e um saldo expressivo de 34. Surgia, para alegria do futebol, a esquadra que seria chamada de Academia do Interior.

ROSAN! - Goleiro salta para fazer excelente defesa pela Ferroviária, evitando gol de falta da Portuguesa, no triunfo da Ferrinha por 4 a 2 no Paulistão de 1959 http://www.diarioweb.com.br
 
PRIMEIRA EXCURSÃO AO EXTERIOR: Europa e África, em 1960. Resumo: 20 jogos; 17 vitórias, 2 empates e 1 revés. 85 gols pró, 13 contra e saldo de 72. Maior feito: 2 x 0 contra o FC do Porto, que mantinha uma invencibilidade de 48 jogos.

Embarque da Delegação da AFE - Museu da AFe
 
ABRIL DE 1961: FAUSTINO E PIMENTEL NO SÃO PAULO, PEIXINHO NA FERROVIÁRIA: Na maior transação da época, o São Paulo levou as revelações grenás – Faustino e Pimentel – cedendo Peixinho e desembolsando uma vultosa importância. E os deuses do futebol propiciariam uma grande surpresa, vez que Peixinho, vindo de contrapeso, teria participação brilhante na Locomotiva, enquanto o mesmo não se daria com os ex-afeanos no tricolor. Aliás, a Ferroviária primava por revelar muitos craques e fazer vantajosas transações.

Peixinho - Ferroviáriasa.com.br

JOGO QUE DECIDIU O CAMPEONATO PAULISTA DE 1961: Na história do Paulistão, houve uma vez em que a Ferroviária participou do jogo decisivo. Foi em 1961, no dia 13 de dezembro, na Vila Belmiro. O Santos, ganhando de 6 a 2 da Ferroviária, conquistou o título máximo com dois gols de Pelé, dois de Pepe, um de Pagão e um de Tite. Benny e Peixinho diminuíram para a equipe grená. A Locomotiva terminou o certame na quinta colocação e teve o segundo melhor artilheiro da competição (Peixinho, com 26 tentos, atrás apenas de Pelé, que assinalou 47).
A MELHOR DO INTERIOR: Além de 1959, quando terminou o campeonato paulista em terceiro lugar, junto com o São Paulo, também em 1961 e 1962 a Ferroviária foi a melhor equipe do Interior. Em 61, obtendo o 5º lugar, e em 62 ficando em 6º, ao lado do Botafogo. Naquela época, não se aplicavam critérios de desempate, como acontece hoje.
“SPARRING” DA SELEÇÃO BRASILEIRA: em abril de 1962, a Ferroviária participou dos treinamentos da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo no Chile. 0 x 0 contra o Quadro Azul e 0 x 2 contra o Quadro Amarelo do Brasil, em Serra Negra. Gols de Didi para a Seleção. A escolha da Locomotiva se deveu, evidentemente, ao seu futebol técnico e vistoso, que reverberou pelo território nacional.


Matéria Folha de SP - Jogo Treino Seleção X AFE
 
TAÇA SÃO PAULO/1962: bela participação grená, chegando às semifinais. Campanha: Primeira fase – Votuporanguense 0 x 0 Ferroviária; Ferroviária 2 x 0 Votuporanguense. Oitavas-de-final – Guarani 1 x 1 Ferroviária; Ferroviária 3 x 0 Guarani. Quartas-de-final – Ferroviária 6 x 2 Palmeiras; Palmeiras 4 x 1 Ferroviária. Semifinais – Ferroviária 2 x 0 Corinthians; Corinthians 4 x 0 Ferroviária.
SEGUNDA EXCURSÃO AO EXTERIOR: pelas Américas, em 1963. Resumo: 16 jogos; 13 vitórias e 3 derrotas. 48 gols pró, 12 contra e saldo de 36.
TÍTULO NO ANO DO REBAIXAMENTO: em 1965 a Ferroviária não teve boa participação no certame da Divisão Especial, sendo rebaixada para a Primeira Divisão. E na adversidade ela acabou conquistando o título de Campeã da Disciplina. Ou seja, soube perder.
CAMPANHA DA VOLTA: em 1966, a cidade se uniu em torno da Locomotiva. A frase ELA VOLTARÁ era vista em todos os lugares públicos. E a Ferroviária sagrou-se campeã da Primeira Divisão  de Profissionais, retornando à Divisão Especial. Voltou mesmo. Resumo da campanha: Jogos realizados, 30; vitórias, 19; empates, 8; derrotas, 3. Gols a favor, 61; gols contra, 23; saldo de gols, 38. Principais artilheiros: Bazzani, 13 gols; Téia, 11; Maritaca, 10; Dejair, 10. 

DECISÃO: A Ferroviária decidiu o título da Primeira Divisão, em 1966, com o XV de Novembro de Piracicaba, em dois jogos, ambos realizados no Estádio Municipal do Pacaembu, em São Paulo.
PRIMEIRO JOGO: Dia 18.12.66, Ferroviária 1 x 1 XV de Novembro de Piracicaba. Gol de Passarinho para a AFE. Árbitro: Armando Marques. 
SEGUNDO JOGO: Dia 21.12.66, Ferroviária 1 x 0 XV de Novembro de Piracicaba. Gol de Dorival (contra), após chute de Maritaca. Árbitro: Armando Marques.


AFE - Equipe Campeã de 1966 - Gazeta Esportiva
 
OS CAMPEÕES: Jogadores – Machado, Beluomini, Brandão, Fernando, Fogueira, Bebeto, Rossi, Passarinho, Raimundinho, Dejair, Maritaca, Téia, Bazzani e Pio. Técnico – Manga. Presidente do clube – Aldo Comito.
JOGO COMEMORATIVO: Para comemorar essa conquista, a Ferroviária enfrentou o Cruzeiro, campeão da Taça Brasil, em 29.01.67, na Fonte Luminosa. Resultado: 2 x 2. Gols: Tostão (2) para os mineiros; Pio e Téia para a AFE. Os jogadores grenás atuaram de cabeça raspada, pagando uma promessa.
EM 1967, CAMPEÃ DE TRÊS TORNEIOS: a Ferroviária levantou três torneios quadrangulares nesse ano: 1. Torneio de Ribeirão Preto – Botafogo 1 x 2 Ferroviária, Comercial 3 x 2 Ferroviária e Ferroviária 7 x 2 Náutico. AFE campeã por melhor saldo de gols. 2. Torneio de Goiás – Vila Nova 2 x 5 Ferroviária, Goiás 0 x 1 Ferroviária e Ferroviária 1 x 0 Botafogo (RP). 3. Torneio de Recife – Santa Cruz 0 x 2 Ferroviária, Náutico 3 x 0 Ferroviária e Sport Recife 0 x 4 Ferroviária. AFE campeã por melhor gol “average”.
FAIXAS DE CAMPEÃ DO INTERIOR DE 1967: foram entregues no início de 1968, em um amistoso contra o São Paulo, na Fonte. A Ferroviária recebeu o troféu Folha de São Paulo. E venceu o amistoso: 3 x 2. 

Equipe da AFE Recebendo as Faixas de Campeã de Jacqueline Myrna - Relíquias do futebol
 
TERCEIRO LUGAR EM 1968: em outra brilhante participação, terceira classificada no certame paulista. O artilheiro desse campeonato foi o centroavante afeano Téia, marcando 20 tentos. Em 26 jogos, 11 vitórias, 8 empates e 7 derrotas; 42 gols a favor e 31 contra, com saldo de 11. São Paulo, Palmeiras e Portuguesa ficaram atrás dos grenás, que venceram duas vezes o tricolor (2 x 1 e 3 x 1), golearam Palmeiras (3 x 0) e Corinthians (4 x 1, em pleno Pacaembu) e ainda levaram a melhor sobre a lusa (2 x 1). Ano glorioso da Ferroviária.
PRIMEIRO JOGO INTERNACIONAL NA FONTE: dia 9 de junho de 1968, Ferroviária 4 x 0 Napoli (Itália), comemorando o bicampeonato do Interior e recebendo pela segunda vez o Troféu Folha de São Paulo. Goleadores do jogo: Zé Luís (3) e Bebeto. Escalação da AFE: Machado; Baiano, Fernando, Rossi e Fogueira; Bebeto (Teodoro) e Bazzani; Valdir, Maritaca (Zé Luís), Téia e Pio.

Equipe do Napoli que enfrentou a AFE na Fonte - Museu da AFE
 
TERCEIRA EXCURSÃO AO EXTERIOR: em 1968, pelas Américas. Resumo: 13 jogos; 9 vitórias, uma derrota e 3 empates. 22 gols pró, 9 contra e saldo de 13.
RESUMO DAS TRÊS EXCURSÕES AO EXTERIOR: 49 jogos; 39 vitórias, 5 empates e 5 derrotas. 155 gols pró, 34 contra e saldo de 121. Esse é o resultado altamente favorável das excursões de 1960, 1963 e 1968.
CAMPEÃ EM 1969: do Torneio Quadrangular de Goiânia, vencendo o Vila Nova (GO), na decisão, por 3 a 2, em 17.08.69. 
FAIXAS DE TRICAMPEÃ DO INTERIOR EM 1969: entregues em 11.01.70, em amistoso contra o Palmeiras, na Fonte. Vitória da AFE, 3 x 2. Entrega do Troféu Folha de São Paulo em definitivo.

Elenco da AFE 1969 - Museu da AFE
 
TAÇA DOS INVICTOS: conquistada em 1971, durante o Paulistinha (torneio de classificação para o Campeonato Paulista). A Ferroviária permaneceu invicta por 14 jogos. A Taça, em sua edição de número 4, foi entregue em 19.03.72, na Fonte, quando a AFE enfrentou e venceu a Ponte Preta por 3 a 2, em partida válida pelo Campeonato Paulista.
INAUGURAÇÃO DO PRIMEIRO LANCE DE ARQUIBANCADAS DE CONCRETO DO ESTÁDIO DA FONTE: em 09.04.72, Ferroviária 0 x1 Palmeiras, pelo Campeonato Paulista.
AQUISIÇÃO DO ESTÁDIO DA FONTE: em 29.01.73, na gestão do presidente Dr. José Welington Pinto.
DESPEDIDA DE BAZZANI: em 28.03.73, Ferroviária 0 x 1 Guarani, partida amistosa marcando o encerramento da brilhante carreira de Olivério Bazzani Filho, que atuou na Ferroviária de 1954 a 1973, exceto em 63 e 64, quando defendeu o Corinthians. O Rabi, como também era conhecido, anotou 244 gols em 758 partidas com a camisa avinhada. Em toda a história do clube, jamais outro jogador alcançou tais marcas. Bazzani seguiria nas hostes afeanas até o fim de sua vida exemplar, como técnico (em diversas ocasiões) e funcionário.
EPISÓDIO OBSCURO: no dia 12.12.73, uma quarta-feira à noite, torcedores da Ferroviária rebelaram-se após o empate de 0 a 0 dos afeanos contra o Marília, pelo Paulistinha. Para conter a revolta, a polícia militar lançou bombas nas arquibancadas, promovendo a dispersão e o fim das manifestações. Houve uma correria generalizada, estabelecendo-se o pânico nas dependências da Fonte.
CAMPEÃ EM MATO GROSSO: vencedora do Torneio Quadrangular de Campo Grande, Mato Grosso (hoje, Mato Grosso do Sul), em 1974, atuando contra Comercial e Operário, clubes locais.
CAMPEÃ DO TORNEIO INCENTIVO: em 1977, a FPF promoveu o Torneio Incentivo Geraldo José de Almeida, vencido pela Ferroviária após decisão contra o São Bento de Sorocaba: 2 a 0 na Fonte e 0 x 0 em Sorocaba.
TAÇA DE PRATA DE 1980: campanha destacada, obtendo a terceira colocação, chegando às semifinais contra o CSA (AL). Perdendo em Maceió e na Fonte, pelo mesmo placar (0 x 1), a AFE não chegou às finais.
MAIOR PÚBLICO DA HISTÓRIA DA FERROVIÁRIA: aconteceu no Estádio Municipal do Pacaembu, em São Paulo, no dia 28.11.82, no jogo Corinthians 3 x 1 Ferroviária, pelo Campeonato Paulista. Foram 46 735 torcedores marcando presença.
EM 1982, NOVA CONQUISTA: campeã do Torneio Seletivo da FPF, em decisão contra o América. 
TAÇA DE OURO DE 1983: foi a primeira e única vez que a Ferroviária disputou o principal campeonato do Brasil. E fez bonito, com magnífica participação. Nas duas primeiras fases, obteve o primeiro lugar de seu grupo. Fatos marcantes: vitórias sobre o Botafogo do Rio, em pleno Maracanã (1 x 0) e na Fonte (2 x 1). Vitória sobre o poderoso Internacional de Porto Alegre, na Fonte, 2 x 0, e empate de 0 x 0 sustentado no Beira-Rio. Vitória sobre o Grêmio, no Olímpico, por um placar clássico (3 x 1).

Ferroviária 1983 - Que fim \levou?
 
FINAIS DO PAULISTÃO/85: a AFE classificou-se juntamente com São Paulo, Portuguesa e Guarani para disputar o título máximo paulista. Nas semifinais, enfrentou a lusa, empatando por 2 x 2 na Fonte e perdendo de 0 x 2 no Canindé.
ARTILHEIRO DO CAMPEONATO EM 1990: Pela segunda vez, a Ferroviária teve o artilheiro do campeonato paulista. Volnei, com 10 gols, dividiu a liderança da artilharia com Alberto, do Ituano.

Volnei na AFE - Que Fim Levou?
 
RECORDE DE PÚBLICO NA FONTE: maior público no estádio grená, no jogo Ferroviária 0 x 1 Palmeiras, pelas semifinais (2ª fase) do Campeonato Paulista, em 22.05.93. Total de 19 421 pessoas, com 18 051 pagantes. Antes, evidentemente, do advento da Arena Fonte Luminosa, em 2009.
DESTAQUE EM 1993: conseguindo o 2º lugar da Série B do Campeonato Paulista, a Ferroviária adquiriu o direito de retornar à Série A, integrada pelos principais clubes do Estado e ainda disputou o octogonal final. Em seu grupo, acabou em 3º lugar. No geral do campeonato, terminou em 6º.
VICE-CAMPEÃ DO BRASILEIRO, SÉRIE C: participação positiva no Campeonato Brasileiro de 1994, Série C. A Ferroviária alcançou o título de vice-campeã, superada somente na decisão pelo Novorizontino.
1996 A 2003, QUEDAS SUCESSIVAS: conseguindo apenas uma vitória em todo o campeonato paulista de 1996, a Ferroviária foi rebaixada para a Série A2. Voltou a cair no ano seguinte (1997), para a Série A3. E em 2000 o desastre foi maior ainda: desceu para a Série B1. O clube enfrentava sérios problemas financeiros e administrativos. Sendo criada a Liga Rio-São Paulo, a Ferroviária, juntamente com alguns outros clubes, foi promovida para a Série A3, em 2002. Mas, seguindo mergulhada em crise, não aproveitou a chance e foi novamente rebaixada para a Série B1, ficando em último lugar em 2003. 
2003, FERROVIÁRIA S.A.: com a interferência do poder público municipal de Araraquara, fundou-se, em 11.11.2003, uma empresa para gerenciar o futebol e o clube: a Ferroviária Futebol S.A. O estádio da Fonte Luminosa foi municipalizado.
PRIMEIRO CORPO ADMINISTRATIVO DA S/A: Valdir Massucato (Diretor Presidente), Waldemar Paschoalino Júnior (Diretor Vice-Presidente), Bruno José Ópice de Mattos (Diretor Administrativo/ Financeiro) e Osmar Alberto Volpe (Diretor de Futebol).
2004, INÍCIO DA RECUPERAÇÃO: time montado, pela primeira vez, pela S.A. A Ferroviária Futebol S.A. conseguiu o acesso à Série A3 do Campeonato Paulista, em 19.09.04, na penúltima rodada da Série B1. Venceu a Jalesense, em Jales, por 2 a 0, mas acabou não dependendo do resultado para assegurar o acesso, beneficiada que foi pela vitória do Monte Azul em Lins. A Locomotiva terminou o certame em segundo lugar.
CAMPEÃ DA COPA FPF: decidindo, na final, com o Bragantino, a Ferroviária fez 1 a 0 na Fonte e sustentou o empate por 1 a 1 em Bragança Paulista, levantando o título de campeã da Copa Federação Paulista de Futebol, no ano de 2006.

Jogadores comemorando o título da copinha - SimNews
 
O BUSTO DE BAZZANI NA FONTE: Em merecidíssima homenagem, foi instalado o busto de bronze de Olivério Bazzani Filho na entrada do estádio da Ferroviária. A inauguração deu-se no dia 18.04.07, uma quarta-feira à noite, quando a equipe grená venceu o Corinthians B por 3 a 0.
DESTAQUE DE NOVO EM 2007: Participação interessante na Copinha, chegando às semifinais e sendo eliminada pelo Linense, após desclassificar o Botafogo nas quartas-de-final, fazendo 3 a 0 no estádio Santa Cruz e 2 a 0 na Fonte.
NOVA ASCENSÃO EM 2007: com campanha destacada (15 vitórias, 8 empates e apenas 2 reveses; 51 gols pró e 19 contra, com saldo de 32), a Ferroviária classificou-se para a Série A2, na segunda subida desde o advento da S.A.
COPA DO BRASIL: sendo campeã da Copa FPF de 2006, a Ferroviária adquiriu o direito de disputar a Copa do Brasil versão 2007. Embora estabelecesse um sugestivo escore de 3 a 1 na Fonte “Iluminada”, contra o Juventude de Caxias do Sul (RS), a equipe avinhada parou na primeira fase, ao perder no Sul, no jogo de volta, 0 a 2.
AOS 59 ANOS, OUTRA QUEDA: em 12.04.09, dia em que completava 59 anos de existência, a Ferroviária conhecia novo rebaixamento (para a Série A3 do Campeonato Paulista), ao perder em Santos para a Portuguesa Santista por 3 x 5, na penúltima rodada.
ARENA FONTE LUMINOSA: em 22.10.09, deu-se a inauguração da Arena Multiuso da Fonte Luminosa/Estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros. Jogaram, pela Copa Paulista, Ferroviária e Ituano, com vitória grená por 2 a 1. O lateral esquerdo Fernando Luís marcou o primeiro gol da Arena da Fonte, aos 35 minutos do primeiro tempo, de cabeça. Daniel Faria, aos 2 do segundo, anotou o tento do Ituano. E o gol da vitória grená aconteceu aos 29 minutos da etapa final, através do atacante Joel.
O MAIOR PÚBLICO DA FONTE (QUEBRA DE RECORDE): No jogo de abertura da Arena Fonte Luminosa, deu-se a quebra do recorde de público no local, registrando-se a presença de 21 254 pessoas. DE VOLTA À A2 E VICE-CAMPEÃ: Com uma rodada de antecedência, enfrentando um tradicional rival, a Ferroviária conseguiu o acesso à Série A2 do Campeonato Paulista, no dia 05 de maio de 2010, jogando em Piracicaba e empatando por 1 a 1 com o Nhô Quim. E de quebra ainda decidiu o título da A3, com o Red Bull, ficando com o vice-campeonato.

Ferroviária 2010 - Relíquias do Futebol
 
OITO VITÓRIAS CONSECUTIVAS!: Durante a Copa Paulista de 2010, a Ferroviária estabeleceu a maior série de vitórias consecutivas de sua história: oito! Foi no período de 1º de agosto a 8 de setembro. Vale registrar aqui a sequência desses jogos: Francana 0 x 1 Ferroviária; Ferroviária 3 x 1 Batatais; Sertãozinho 1 x 5 Ferroviária; Ferroviária 1 x 0 Oeste; São Carlos 0 x 4 Ferroviária; Ferroviária 3 x 1 Comercial;Ferroviária 3 x 2 Francana e Batatais 0 x 1 Ferroviária. Foram quatro jogos em casa e quatro fora; 21 tentos assinalados e apenas cinco sofridos. Traduziu-se, praticamente, numa quarentena de inspiração (e transpiração também).
NA ARENA, 11 TRIUNFOS SEGUIDOS: em 2012, na Arena Fonte Luminosa, a Ferrinha obteve 11 vitórias consecutivas, sob o comando de Ito Roque. O primeiro sucesso foi pelo Campeonato Paulista da Série A2; os demais, válidos pela Copa Paulista. Os jogos: Ferroviária 1 x 0 Atlético Sorocaba; Ferroviária 1 x 0 Penapolense; Ferroviária 5 x 3 Santacruzense; Ferroviária 2 x 1 América; Ferroviária 1 x 0 Noroeste; Ferroviária 2 x 0 Barretos; Ferroviária 3 x 1 Marília; Ferroviária 1 x 0 Capivariano; Ferroviária 4 x 2 Atlético Sorocaba; Ferroviária 1 x 0 São Carlos; e Ferroviária 3 x 1 Grêmio Osasco.

 
NÚMEROS GRENÁS

(Números gerais da Ferroviária, de 1951 a 2013)
JOGOS VALENDO PONTOS (por campeonatos e torneios)

Jogos – 2.373

Vitórias – 869                                   Gols a favor – 3.092

Empates – 672                                  Gols contra – 2.886

Derrotas – 832                                  Saldo de gols – 206

 
JOGOS INTERNACIONAIS

Jogos – 54

Vitórias – 42                                    Gols a favor - 164

Empates – 7                                     Gols contra -   36

Derrotas – 5                                    Saldo de gols – 128

 Obs.: Foram 49 jogos no exterior, em três excursões (1960, 1963 e 1968), e apenas cinco jogos na Fonte Luminosa, nos anos de 1968, 1971, 1975, 1980 e 1988.

 
JOGOS AMISTOSOS (parcial)

Jogos – 639

Vitórias – 309                                  Gols a favor – 1.286

Empates – 165                                 Gols contra – 823  

Derrotas – 165                                Saldo de gols – 463

 
RESUMO

Período: 13 de maio de 1951 a 31 de março de 2013

Jogos realizados – 3.066

Vitórias – 1.220

Empates – 844

Derrotas – 1.092

Gols a favor – 4.542

Gols contra – 3.745

Saldo de gols – 797

 
 Fontes:
- Ferroviária em Campo – Seis décadas de futebol da Ferroviária de Araraquara – Vicente Henrique Baroffaldi – Pontes Editores/2010
-  Arquivo pessoal

Pesquisa e elaboração: Vicente Henrique Baroffaldi

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