segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O QUE ESSA LOCOMOTIVA JÁ TRANSPORTOU!!






Falando-se em nomes curiosos e exóticos no futebol... o que a Locomotiva da EFA – a AFE – já conduziu!!!


Lá nos primeiros tempos, teve ESPANADOR (1951 a 53), CASCÃO (52), FERRO (53/54), PORUNGA (51 a 53 e 58 a 61). O que é Porunga? Diz o “Aurélio”: Vaso de couro, para líquidos.

Mas o que mais chama a atenção é, indiscutivelmente, o transporte que a AFE fez em 1958. Nada mais nada menos que ABCISSA. O que é abcissa? De novo recorremos ao “Aurélio”. Vamos encontrar essa palavra na Geometria Analítica: Numa reta, a distância dum ponto a outro tomado como origem; coordenada de um ponto sobre uma reta. Em um sistema cartesiano, coordenada referente ao eixo dos xx.

Mas para nós, do futebol, Abcissa foi um beque que estreou na Ferrinha em 02 de fevereiro de 1958, no amistoso Barretos 1 x 4 Ferroviária. A equipe grená naquele dia: Rosan; Abcissa e Elcias; Dirceu, Antoninho (China) e Cardarelli; Araraquara (Valter), Baiano, Otávio (Eusébio), Bazzani (Carica) e Alípio.

Notem o nome de Araraquara na ponta-direita. Sim, na Ferroviária de Araraquara houve um jogador (em 57/58) com o nome da cidade: Araraquara. E o interessante é que ele era natural de Santos.


Mas a Locomotiva transportou LULA(s) (primeiro em 52; depois, de 72 a 75; e também em 91), LAMBARI (54/55), PEIXINHO (61 a 63 e 68 a 70), Renato PEIXE (2007), Adriano PEIXE (2009) e TABARANA (2008/09).

Transportou MELÃO (61/62) e COQUINHO (64 e 73/74); objetos e ferramentas como MACHADO (66 a 69), DADO (66/67), Wilson BOTÃO (66/67), CABINHO (70), TINTEIRO (77), RADAR (78/79), TOQUINHO (87 a 89).

Recebeu e conduziu pássaros: PASSARINHO (66/67), MARITACA (66 a 69), Dudu ARARAS (2008), Tiago TIZIU (2010).

Teve também produtos alimentícios: MAISENA (69), Ernani BANANA (86), Rubens FEIJÃO (87), CACAU (90 a 92).

A fauna esteve bem representada: GUARÁ (73), Ademir LOBO (91), Douglas ONÇA (79 a 84). Teve em seus “vagões”, ABELHA (82/83), ARANHA (78, 81, 82), GALO (79/81), Marinho (82, 98), PAVÃO (88).
Um elemento fortíssimo da natureza se fez representar: o fogo, através de FOGOSA (62), FOGUEIRA (63 a 70), FOGUINHO (2003). Teve também o Beto FAÍSCA (83).

E as patentes não faltaram: CAPITÃO (63 a 65), CORONEL (65); além de todo um contingente: BATALHÃO (73/74).

Mas a ferrovia alcançou também a rodovia: FORDINHO (51), Beto FUSCÃO (84) e Valdo CAMINHONEIRO (88/89).

Pra suavizar e embelezar suas instalações, a Locomotiva contou com DAMA (85 a 87 e 92) e ROSA (89).

Teve também o seu lado bélico, de guerra: Roberto GRANADA (87).

Uma locomotiva não poderia prescindir da FUMAÇA (Orlando,83) ou evitar a FERRUGEM (Marcos, 83 a 86).

Os religiosos também estiveram perfilados: Mauro PASTOR (1973 a 77 e 85) e BISPO (78 a 81).

A máquina ferroviária transportou riquezas como GRAFITE (2001) e o já citado FERRO.

Teve mais de um CARRASCO, aliás, pai e filho: Wilson (75 a 77 e 85) e Max (2005/06).

A flora se fez e faz representar: Anderson CARVALHO (2008) e Fabrício CARVALHO (elenco atual). Não faltou nem o TARUGO (88), cujo significado é sabugo.

Gente de várias procedências também seguiu os trilhos: RUSSO (52/53), PARAGUAIO (53/54), ALEMÃO (56), CHINA (57/58).

Para finalizar, não poderia deixar de ser citado, lembrando a musiquinha do nosso cancioneiro (O trem de ferro, quando sai de Pernambuco, vai fazendo chic chic até chegar no Ceará), o Valdir CHIC CHIC (85/86).
O que essa famosa Locomotiva não transportou ao longo de seis décadas...!!!
Obs.: O livro Ferroviária em campo traz a listagem dos nomes dos jogadores que defenderam a Ferroviária de 1951 a 2010.
 
 
Texto: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI
Edição: Paulo Luís Micali
 
 
 

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