quinta-feira, 22 de outubro de 2020

UM DUELO ENTRE FERROVIÁRIOS E RODOVIÁRIOS NO DISTANTE 1958: EXPRESSO X FERROVIÁRIA


No dia 2 de março de 1958, o Expresso São Carlos, campeão da 3ª Divisão, enfrentou a Ferroviária de Araraquara no Estádio do Paulista, em São Carlos.

O então novo integrante da 2ª Divisão paulista, empolgado com o acesso aplicou-se muito e acabou levando a melhor pelo placar de 2 a 1.

A reportagem e as fotos do jogo, publicadas em A Gazeta Esportiva de 8 de março de 1958 são mostradas nesta postagem.

 

Ampliável

“Ferroviária em Campo” agradece ao pesquisador José Luiz Braz pela colaboração.

 

Elaboração e edição: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI e PAULO LUÍS MICALI.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

JOGO BENEFICENTE EM SÃO CARLOS COM PRESENÇA DA FERROVIÁRIA – 1971

 


O jornal A Folha, de São Carlos, publicou reportagem detalhada sobre o acontecimento esportivo do dia 27 de maio de 1951, uma quinta-feira, período noturno, no Estádio do Paulista, na vizinha cidade.

Os são-carlenses organizaram uma partida amistosa com renda revertida em favor do ex-massagista do São Carlos Clube, Waldemar de Matos.

A Ferroviária não se esquivou ao convite e se dirigiu a São Carlos com os seus atletas titulares e suplentes. O adversário foi o Brasília A.C., um clube amador.

No primeiro tempo, os afeanos exibiram-se com um time misto com Bazani, e na etapa final colocaram em campo os titulares. Bonito gesto da Ferroviária, indo a um amistoso beneficente com todo o seu elenco.

Vitória dos araraquarenses por 2 a 0, um tento em cada período. Maurinho marcou aos 40 minutos do primeiro tempo; Lance, de cabeça, fechou o placar aos 42 minutos do segundo tempo.

Árbitro do encontro, Ari Vaccari, da Liga São-carlense de Futebol.

Um desentendimento entre torcedores acabou acontecendo, mesmo num amistoso com finalidade louvável. A polícia conteve os briguentos.

Formações da Ferroviária:

1º tempo – Sérgio; Mariani e Antenor; Bebeto, Pádua e Baiano; Tonho, Renê, Maurinho, Bazani e Valtinho.

2º tempo – Carlos Alberto; Pedro Rodrigues e Fernando; Zé Carlos, Ticão e Ademir; Nicanor, Zé Luiz, Lance, Muri e Nei.

 

Estamos mostrando a página do jornal A Folha com a reportagem sobre o jogo, publicada no dia 29 de maio de 1971.

 

Clique para ampliar

“Ferroviária em Campo” agradece a Reginaldo Nanni, de São Carlos, que pesquisou junto ao Museu de São Carlos e encontrou a matéria no jornal, e a José Luis Braz, pesquisador de São Carlos, que teve a gentileza de nos enviar o material. Ficamos imensamente gratos.

 

Elaboração e edição: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI e PAULO LUÍS MICALI.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

ANTONINHO, PONTA-DIREITA DA FERROVIÁRIA EM 1964

 


Antônio de Oliveira, Antoninho, nasceu num 12 de abril, mesmo dia de nascimento da Associação Ferroviária de Esportes. Mineiro de Juiz de Fora, veio ao mundo em 1940.

Jogou nos clubes mineiros Tupynambás e Cruzeiro, sendo contratado pelo Palmeiras em 1963. O Alviverde o emprestou à Ferroviária em 1964.

Antoninho, ponteiro-direito, teve uma participação efetiva no time da AFE. Dos 30 jogos disputados pela Locomotiva, no certame paulista de 64, ele atuou em 21; o tempo todo de jogo, pois naquela época não eram permitidas substituições. Marcou quatro gols, sendo dois contra o São Bento de Sorocaba, na estreia grená no Paulistão daquele ano, e dois contra o Botafogo.

Antoninho, Alencar, Tales, Capitão e Rezende foi uma das formações de ataque da Locomotiva no Paulistão de 64. Outro quinteto avançado grená foi com Antoninho, Coquinho, Paulinho, Capitão e Rezende. 

A revista A Gazeta Esportiva Ilustrada publicou uma reportagem de Antônio Jorge Moreira (setorista afeano) com o ponteiro Antoninho, em sua edição número 257, primeira quinzena de julho de 1964. Estamos mostrando essa matéria.

Sendo devolvido ao Palmeiras no encerramento do empréstimo, Antoninho não continuou no grande paulista. Jogou então em vários clubes do seu estado: Cruzeiro, Formiga, Araxá, Democrata e Tupi.


Fontes: 
Acervo de “Ferroviária em Campo”

A Gazeta Esportiva Ilustrada

Fotos: A Gazeta Esportiva Ilustrada

Pesquisa, elaboração e edição: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI e PAULO LUÍS MICALI

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

O CONFRONTO FERROVIÁRIA X MIRASSOL

 


Ferroviária e Mirassol enfrentaram-se 22 vezes. A equipe de Araraquara leva a melhor nos números com 10 vitórias contra seis do Mirassol. Foram registrados seis empates. Os grenás marcaram 33 gols contra 27 dos oponentes.

Desde 2014, uma tendência tem sido notada: os visitantes têm levado a melhor com sete vitórias contra três dos mandantes.

Em relação aos levantamentos feitos anteriormente, estamos suprimindo o jogo do dia 21 de setembro de 1958, Mirassol 0 x 3 Ferroviária. Descobrimos, através do jornal A Gazeta Esportiva, que tal amistoso da AFE foi contra outro adversário: Grêmio Recreação e Cultura de Mirassol, e o placar foi 2 a 1 para a Ferroviária.

 


TODOS OS JOGOS ENTRE FERROVIÁRIA E MIRASSOL

Nº de ordem – Data – Jogo – Finalidade – Autores dos gols da Ferroviária

1 – 15.07.1951 – Mirassol 2 x 2 Ferroviária – Campeonato Paulista 2ª Divisão – Fescina e Ministro

2 – 18.11.1951 – Ferroviária 4 x 0 Mirassol – Campeonato Paulista 2ª Divisão – Ministro (2), Antônio Carlos e Tonhé

3 – 11.05.1961 – Mirassol 2 x 5 Ferroviária – Amistoso – Peixinho (2), Justino, Souza e Mário

4 – 21.02.1965 – Mirassol 0 x 2 Ferroviária – Amistoso – Alencar e Dejair

5 – 26.10.1986 – Mirassol 0 x 0 Ferroviária – Amistoso

6 – 24.02.1991 – Mirassol 0 x 0 Ferroviária – Amistoso

7 - ...........1997 – Mirassol 1 x 0 Ferroviária – Amistoso

8 – 15.08.2009 – Ferroviária 2 x 1 Mirassol – Copa Paulista – Amarildo e Fernando Luís

9 – 27.09.2009 – Mirassol 2 x 0 Ferroviária – Copa Paulista

10 – 13.04.2014 – Mirassol 3 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista Série A2

11 – 19.07.2014 – Ferroviária 1 x 0 Mirassol – Copa Paulista – Gustavo Henrique

12 – 24.08.2014 – Mirassol 1 x 2 Ferroviária – Copa Paulista – Rômulo e Renan

13 – 08.03.2015 – Mirassol 1 x 3 Ferroviária – Campeonato Paulista Série A2 – Alan Mineiro (2) e Bruno Moraes

14 – 11.02.2017 – Ferroviária 1 x 3 Mirassol – Campeonato Paulista Série A1 – Leandro Amaro

15 – 02.07.17 – Mirassol 1 x 2 Ferroviária – Copa Paulista – Felipe Ferreira e Léo Castro

16 – 10.08.2017 – Ferroviária 0 x 2 Mirassol – Copa Paulista

17 – 02.03.2018 – Ferroviária 2 x 2 Mirassol – Campeonato Paulista Série A1 – Hygor e Diogo Mateus (falta)

18 – 26.06.2019 – Mirassol 1 x 2 Ferroviária – Copa Paulista – Miquéias e Rafael Oller

19 – 29.07.2019 – Ferroviária 1 x 0 Mirassol – Copa Paulista – Jhonatan

20 – 02.10.2019 – Ferroviária 1 x 2 Mirassol – Copa Paulista – Rodolfo

21 – 16.10.2019 – Mirassol 2 x 2 Ferroviária – Copa Paulista – Felype Hebert (pênalti) e Léo Jaime

22 – 23.01.2020 – Ferroviária 1 x 1 Mirassol – Campeonato Paulista Série A1 – Hygor (de cabeça)

 

Fontes:

Arquivo do Professor Antônio Jorge Moreira

Acervo de “Ferroviária em Campo”

Pesquisa, elaboração e edição: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI e PAULO LUÍS MICALI

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

CRAQUE COM AS MÃOS FALA DE CRAQUES COM OS PÉS

 


Pedro Paulo Avelino, pianista, realça as habilidades de um “virtuose” da bola, Marinho Rã, e em seguida relembra fatos de envolvimento familiar com outro craque, o ponta-esquerda Edu, que jogou no Santos de Pelé.

Piano e bola... virtudes com mãos e pés...

Sintam a sensibilidade do artista ao relembrar fatos do passado de outros artistas, começando por Marinho Rã.

“Nós crescemos juntos, desde a infância, morávamos em lados opostos num campinho ao lado de minha casa. O Rosa também morava lá. Também crescemos juntos. Jogávamos em todos os campinhos da Vila Xavier.

O cara era fera mesmo. Você não sabe o quanto. Mas, no futebol profissional ele nunca jogou do jeito que sabia jogar. Não era centroavante, cansei de falar isso ao Zé Lemão quando Marinho jogava pelo Colorado.

Mesmo assim ele se destacou, mas com jogadas de meia. Como meia ele ‘matava’ as defesas. Coisa absurda a velocidade dele, domínio, impulsão, etc.

Mas foi para o profissional como centroavante e aí ficou reduzida a sua criatividade, pois ficara dependendo dos meias, que nem sempre o entendiam.

Gostei muito da foto, e poste mais coisas dele. Um cara que merece. O sorriso dele ainda está em minha memória. Rimos muitas vezes juntos.

Gangá era o apelido dele no time. Quando tiver oportunidade, fale com o Rosa, ele sabe bem das peripécias do Gangá.

Eu era meio ‘chefão’ da turma, tinha que me conter um pouco. Eu é quem dava as broncas neles. E era o responsável também, tinha briga, eu entrava primeiro... (rs) Mas logo apanhava e eles me cobriam... (rs) O Gangá fugia de briga. Nunca entrava. Era liso. (rs)”

Pedro Paulo Avelino

Pedro Paulo Avelino fala, em seguida, de um outro “virtuose” da bola, o ex-ponta-esquerda Edu, do Santos.

“Você se lembra do Edu, ponta-esquerda daquele grande time do Santos? Vou contar uma coisa rapidinho, se me permite. Então...

A minha mãe viveu na cidade de Jaú, ao lado da casa dos pais do Edu. Só que não tinha muro, cerca, nada mesmo. Brincavam todos juntos. Então eles se chamavam de ‘primos’. A amizade era muito forte.

O Edu tinha cinco ou seis irmãos, todos craques, mas uma das irmãs conheceu o ‘Rei’, falou que tinha um menininho que sabia jogar bola e o Rei convidou ele para fazer um teste... e deu no que deu.

Quando o Santos vinha jogar em Araraquara contra a AFE, era praxe ele não voltar com o time do Santos. Ele primeiro passava em casa para ver e dar notícias da ‘tia’ dele, que era a minha mãe.

Bacana. Ele saía do vestiário, atravessava a linha e vinha até a minha casa. E a molecada, todos atrás dele. O apelido do Edu era Duardinho.”

No fecho da matéria, queremos dizer que Pedro Paulo Avelino fez o curso completo de piano, que compreende onze anos de muito estudo. Superou obstáculos, perseverou e se tornou um artista respeitado. É admirado por todos os que conhecem sua história de muita luta, desde os tempos de auxiliar de maquinista na FEPASA.


Marinho Rã

Edu


Ilustração de Paulo Micali.

Elaboração e edição: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI e PAULO MICALI.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

FERROVIÁRIA X CASCAVEL TEM PASSADO?



Após cumprir dois compromissos pelo Campeonato Brasileiro da série D, a Ferroviária volta a atuar nesta quarta-feira, a partir das 20h30, no estádio da Fonte Luminosa.

Se a estreia foi revestida de sucesso, nos 4 a 1 em Rolândia, o segundo jogo mostrou o time ainda sem ritmo e embalo para converter-se em força dentro da competição. Ficou no ar a incerteza sobre o potencial do grupo, relativamente às possibilidades de chegar entre os quatro primeiros e alcançar o acesso à série C.

Novo desafio surge logo em seguida, agora contra o Cascavel, time paranaense que conseguiu apenas um ponto em dois jogos. Aliás, o que se observa nesse início de campeonato, especificamente no grupo da Ferroviária, é que os paranaenses se mostram os mais frágeis enquanto que os cariocas exibem potencial. Parece difícil haver um revertério durante o desenrolar das rodadas.

Fizemos uma pergunta no título deste breve texto: Ferroviária x Cascavel tem passado?

A resposta é negativa se considerarmos que a Ferroviária jogará contra o FC Cascavel, fundado em 16 de janeiro de 2008 (cores amarelo e preto).

A Ferroviária já jogou em Cascavel, mas contra o Cascavel E.C., fundado em 19 de janeiro de 1979. O encontro aconteceu no dia 11 de novembro de 1981, quando a Locomotiva encetou um rápido giro por terras paranaenses, realizando três jogos, contra Cascavel, Pato Branco e Capanema.

Numa quarta-feira à note, na cidade de Cascavel, oeste do Paraná, a Ferroviária empatou com o Cascavel E.C., por 1 a 1. Jorge Luiz marcou para os locais. Lavinho igualou o escore para os grenás, no segundo tempo.

1.283 pagantes proporcionaram uma arrecadação de Cr$ 195.930,00. Árbitro, João Gimenez.

Lavinho, autor do go da Ferroviária em Cascavel

O Cascavel teve esta formação:

Zico; Renê, Rubens Paulo, Pim e Ademir; Mauro, Jorge Luiz (Tiãozinho) e Osmarzinho; Carlos Alberto (Marcos Palácio), Marcus e Paraizinho.

A Ferroviária jogou assim:

Luís Fernando; Carlos, Vica, Samuel e Luís Florêncio (Divino); Stélio, Lavinho (Zé Carlos) e Douglas Onça; Miltinho (Claudinho), Fantato e Bispo.

O treinador afeano era o araraquarense Olegário Toloi de Oliveira, Dudu.  


Para a partida desta quarta à noite, não se espera da Ferroviária um outro resultado que não seja a vitória. Qualquer “bote” consolidado pelo adversário poderá resultar em “veneno” irremovível.

  

Pesquisa, elaboração e edição: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI e PAULO LUÍS MICALI.

sábado, 26 de setembro de 2020

GETÚLIO: PELO XV, CONTRA A FERROVIÁRIA... DOPING?


A revista Placar nº 313, de 2 de abril de 1976, trazia o texto que mostramos a seguir. O goleiro Getúlio havia sido suspenso preventivamente por ter sido colhido no exame antidoping, que acusou uso de substância proibida. O material foi colhido após um jogo contra a Ferroviária.


Pesquisa, elaboração e edição: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI e PAULO LUÍS MICALI