domingo, 19 de agosto de 2018

NO ANIVERSÁRIO DE ARARAQUARA, ARENA FONTE LUMINOSA CHEGA A 200 JOGOS ENTRE PROFISSIONAIS




Exatamente no dia em que a cidade de Araraquara completa 201 anos de existência, o estádio da Fonte Luminosa, que virou Arena a partir de 22 de outubro de 2009, depois de uma grande reforma e modernização, receberá o jogo de número 200 entre times profissionais.

Entre times profissionais e por competições importantes do estado de São Paulo ou de nível nacional, a bela Fonte Luminosa chega aos 200 jogos.

E essa coincidência de data maior da cidade e um número redondo de partidas acontecerá por uma casualidade: o jogo entre Ferroviária e Noroeste, pela Copa Paulista, foi realizado fora da Fonte, mais precisamente em Rio Claro, em vista da punição que a Ferroviária recebeu pelos acontecimentos registrados na decisão da última edição da Copa Paulista.

Não fosse isso, e o jogo de número 200 seria o do último dia 15 de agosto, entre Ferroviária e Desportivo Brasil.

Dos 200 jogos entre profissionais na Arena Fonte Luminosa, 31 foram entre outros clubes que não a Ferroviária.

A Ferroviária, por sua vez, realizou a grande maioria dessas duas centenas, ou seja, 168 e chegará a 169 contra o Rio Claro,  no dia 22 de agosto.

Em resumo: 169 partidas da Ferroviária e 31 entre outros clubes.

Nos próximos dias, FERROVIÁRIA EM CAMPO apresentará a listagem dos 200 jogos entre times profissionais.




Fonte e fotos: Arquivo "Ferroviária em Campo"

PESQUISA, ELABORAÇÃO E EDIÇÃO: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI e PAULO LUÍS MICALI.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

PRIMEIRAS FORMAÇÕES DA HISTÓRIA DO FUTEBOL DA AFE




O futebol profissional da Associação Ferroviária de Esportes começou suas atividades no ano de 1951.

A estreia do time principal se deu em 13 de maio de 1951, no Estádio Municipal de Araraquara, e a partir daí as partidas foram acontecendo e os atletas integrantes do elenco afeano da primeira temporada foram tendo oportunidade de exibir suas qualidades. 

Esta matéria mostra as primeiras formações grenás naquele ano, bem como os primeiros grupos de jogadores integrados ao futebol da agremiação araraquarense.


A PRIMEIRA FORMAÇÃO DA AFE



No dia 13 de maio de 1951, no Estádio Municipal de Araraquara, a Ferroviária fez sua estreia no profissionalismo recebendo e vencendo o Mogiana, da cidade de Campinas. Duas equipes com ligações ferroviárias, evidentemente.

O time afeano nessa histórica estreia, que resultou no placar favorável de 3 a 1:
Tino; Sarvas e Aléssio (Pádua); Julião, Basso e Pimentel; Ministro (Fordinho), Milton Viana, Fordinho (Baltazar), Gonçalves e Tonhé.




A SEGUNDA FORMAÇÃO

Uma semana depois, no dia 20 de maio de 1951, a Ferroviária fez sua primeira apresentação fora de Araraquara. Foi em Lins (SP), contra o Clube Atlético Linense. Vitória do time da casa por 2 a 1.
O time naquele dia foi este:
Sandro; Sarvas e Aléssio; Pierri, Basso e Pimentel; Ministro, Rebolo (Guardinha), Fordinho, Gonçalves e Tonhé (Baltazar).


O TERCEIRO JOGO

O terceiro jogo da história da Ferroviária aconteceu no dia 24 de maio de 1951, na cidade de Taquaritinga. Do amistoso daquela quinta-feira, não se tem o registro dos jogadores que defenderam a jaqueta grená. O placar final acusou triunfo da AFE por 3 a 1.


QUARTO JOGO DA HISTÓRIA AFEANA

Novamente no Estádio Municipal de Araraquara, a Ferroviária realizou o seu quarto jogo no dia 27 de maio de 1951, um domingo. Foi contra o Nacional da capital e os times de igualaram no marcador: 2 a 2.

O quadro grená naquela ocasião:
Sandro; Sarvas e Aléssio; Pierri, Basso e Pimentel (Rudge); Rebolo (Ministro), Milton Viana, Fordinho, Gonçalves e Tonhé (Baltazar).


QUINTO JOGO

No dia 3 de junho de 1951, na cidade de Uchoa (SP), a Ferroviária realizou a sua primeira partida por competição oficial, promovida pela Federação Paulista de Futebol. Pela Segunda Divisão de Profissionais, a AFE empatou (0 a 0) com o Uchoa utilizando este quadro:
Sandro; Sarvas e Aléssio; Rudge, Basso e Pimentel; Rebolo, Milton Viana, Fordinho, Gonçalves e Tonhé.  


CONTRA O PODEROSO VASCO DA GAMA, A SEXTA EXIBIÇÃO



Logo na sexta presença nos gramados, a Ferroviária viu-se frente a frente com o maior esquadrão do futebol brasileiro de então, o Clube de Regatas Vasco da Gama. Claro, não havia como resistir ao futebol nitidamente superior da esquadra cruzmaltina do Rio de Janeiro, que estabeleceu a contagem de 5 a 0.



Naquele dia festivo para a cidade de Araraquara, com a inauguração do estádio da Fonte Luminosa lotado, a equipe grená foi esta:
Sandro (Tino); Sarvas (Espanador) e Aléssio; Pierri, Basso e Pimentel (Rudge); Guardinha (Baltazar), Fordinho (Milton Viana), Marinho (Fordinho), Gonçalves e Baltazar (Tonhé).  




JOGARAM PELA FERROVIÁRIA EM 1951



No primeiro ano de sua história no futebol profissional, a Ferroviária contou com este elenco:
Sandro, Tino, Julião, Sarvas, Porunga, Espanador, Aléssio, Pádua, Julião I, Rudge, Basso, Pierri, Pimentel, Gonçalves, Fescina, Rebolo, Baltazar, Peixoto, Ministro, Milton Viana, Guardinha, Dirceu, Fordinho, Marinho, Tonhé, Antônio Carlos.

Um total de 26 jogadores.



FONTES:
- Tópicos do Passado da AFE (Prof. Antônio Jorge Moreira).
- Acervo de “Ferroviária em Campo”.

FOTOS
"Ferroviária em Campo"; Colaboração de Júlio Diogo; Museu da Ferroviária e Internet.

PESQUISA, ELABORAÇÃO E EDIÇÃO: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI e PAULO LUÍS MICALI.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE




A VITORIOSA DIRETORIA LIDERADA POR ALDO COMITO

Após a queda em 1965, no final daquele ano, a Ferroviária revolucionou a sua administração. Presidida até então por sete engenheiros diretores da EFA, desde sua fundação em 1950, a AFE decidia, pela primeira vez, eleger um presidente não-engenheiro da Estrada de Ferro Araraquarense. Embora funcionário da EFA, ALDO COMITO, eleito presidente, não tinha a formação de engenheiro nem era Diretor da “Estrada”.

Quando dissemos “revolucionou” é porque a transformação não se deu somente no que se refere ao cargo maior, de presidente. Foi formada uma Diretoria com nomes de elevado conceito e competência profissional da sociedade araraquarense. Um elenco de renome e realizador.

Formou-se na cidade a corrente positiva definida por uma curta e incisiva frase: “ELA VOLTARÁ.”

E voltou. Graças à união que se firmou na comunidade de Araraquara e, indiscutivelmente, pela dedicação e acerto na tomada de decisões que pautaram as ações dos próceres afeanos, sob a presidência competentíssima do carismático Aldo Comito.

FERROVIÁRIA EM CAMPO apresenta as fotos dos integrantes da diretoria da Associação Ferroviária de Esportes, em 1966, Ano da Volta, salientando que todas elas foram tiradas por um autêntico mito da história grená: o ex-goleiro Sandro, primeiro jogador contratado na história da Ferroviária, e que, em 1966, desempenhava a profissão de fotógrafo e espalhava simpatia.






























Observação: O 2º Vice-Presidente, Dr. Vicente Micelli, não aparece entre os fotografados por Sandro porque, na ocasião, se encontrava em viagem.


FONTES:

- EQUIPE – Jornal paulistano, dezembro de 1966, edição especial.
- Acervo de “Ferroviária em Campo”

FOTOS:  EQUIPE

PESQUISA, ELABORAÇÃO E EDIÇÃO: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI e PAULO LUÍS MICALI

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

ARI, PONTEIRO-DIREITO, VÁRIAS VEZES CAMPEÃO PELA FERROVIÁRIA




O ponta-direita ARI (Ari da Silva Augusto), natural de Arealva (SP), onde nasceu no dia 9 de agosto de 1957, foi um jogador da Ferroviária que se tornou campeão duas vezes na base de formação (Juniores) e uma vez no time principal (mais precisamente em 1977, no Torneio Incentivo patrocinado pela Federação Paulista de Futebol). Além de ter sido duas vezes campeão nos Jogos Abertos, representando Araraquara, através da Ferroviária.

Ari em dia de decisão no Estádio Municipal de Araraquara, em 1975, pelo Amador da LAF, reunindo Ferroviária e Benfica


Tivemos a feliz oportunidade de ouvir as palavras de ARI, e as repassamos aos nossos leitores: 

“Joguei na Ferroviária de 1975 a 1979. Fui campeão pelos Juniores quatro vezes, duas pela AFE e duas pelos Jogos Abertos. A Ferroviária representava a cidade. Pelo time profissional, fui campeão do Torneio João Saad em 1977 diante do São Bento, em Sorocaba. Sou da época do Gama, Cardillo e Parelli. Depois que saí da Ferroviária joguei no Oeste de Itápolis e Santracruzense.”

ARI formou trio atacante afeano, na conquista do Torneio Incentivo de 1977, com Volnei e Ângelo.

Ele se reportou ao título de campeão pela AFE naquele torneio.

Eis a ficha técnica do jogo final, realizado em Sorocaba no dia 11 de dezembro de 1977:

São Bento 0 x 0 Ferroviária

11 de dezembro de 1977, domingo à tarde
Estádio Humberto Reali, em Sorocaba (SP)
Torneio Incentivo – Segunda partida da decisão
Árbitro: João Leopoldo Ayeta
Público: 3.772 pagantes
São Bento – Alfredo; Chiru, Tuta, Arlindo e Batata; Serelepe, Valmir e Adãozinho; Mojica, Cândido e Sérgio Ramos (Abel).
Ferroviária – Sérgio Bergantin; Vicente, Mauro, Sérgio Miranda e Paulo Lampa; Advilson, Samuel e Duda (Carlos); Ari, Volnei e Ângelo. Técnico: Olivério Bazani Filho.

Observação: Na primeira partida contra o São Bento, na Fonte Luminosa, a Ferroviária ganhou por 2 a 0, com gols de Volnei. O empate em Sorocaba garantiu-lhe o título de campeã.


FOTOS


ARI forneceu algumas fotos sugestivas de seu tempo como jogador afeano. Elas são mostradas nesta matéria.

Ari ladeado pelo ídolo afeano Bazani e pelo olheiro nota máxima, Djalma Bonini (Picolim). 

Ari exibindo um troféu conquistado pelos Juniores, ao lado de Romero (outro jogador de destaque da categoria), num dia de festas na Fonte Luminosa com a presença do São Paulo. Os Juniores se exibiram na preliminar. 



Ari no time profissional da Ferroviária
Em pé. Sérgio Miranda, Mauro Pastor, Paulo Sérgio PC, Ronaldo, Carlos e Sérgio Bergantin. Agachados Ari, Washington, Mazinho, Alfredo e Galdino.

Ari com a Camisa do Oeste (1980)


ATUALIDADE

ARI reside em sua cidade natal, Arealva (SP), bairro Jacuba. É funcionário público municipal há 12 anos. Nos 10 primeiros, foi Coordenador de Esportes; há dois, passou a ser Coordenador de Obras. No período de 1992 a 1996, foi Vice-Prefeito da cidade. Portanto, Ari continua em plena atividade, exercendo funções importantes em seu município.



61 ANOS DE VIDA

O ex-ponta direita ARI está completando 61 anos de vida (em 9 de agosto). Aproveitamos a oportunidade para cumprimentá-lo, desejando-lhe muitas felicidades e agradecendo-lhe pelas informações e fotos que nos possibilitaram elaborar esta matéria.



ELABORAÇÃO E EDIÇÃO: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI E PAULO LUÍS MICALI

terça-feira, 7 de agosto de 2018

QUAL DAS DUAS?




Era a pergunta que fazia a Revista do Esporte, em sua edição nº 136, de 14 de outubro de 1961. 

Naquela década, a dupla Santos-Botafogo dominava o futebol brasileiro. Em São Paulo, quase só dava Santos Futebol Clube. No Rio, acontecia o mesmo com o Botafogo de Futebol e Regatas. 

Então, a publicação carioca semanal fazia a pergunta: Qual das duas? A linha ofensiva do Alvinegro praiano ou o quinteto de ataque do Alvinegro carioca? 

O Santos ostentava um quinteto fantástico: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.  
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O Botafogo exibia outro quinteto fora de série: Garrincha, Didi, China, Amarildo e Zagalo. China não era o titular, pois o centroavante era Quarentinha, outro atacante extraordinário.


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Muitas vezes esses dois clubes decidiram títulos... e os números estatísticos dos confrontos diretos mostram equilíbrio que patenteia a força de ambos.

É sempre emocionante rever as fotos e relembrar os espetáculos grandiosos que esses dois alvinegros proporcionaram durante muito tempo.   

Santos de Pelé e Botafogo de Garrincha. Mas os 10 jogadores mostrados nesses dois ataques eram todos craques.


Elaboração e edição: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI e PAULO LUÍS MICALI