sábado, 23 de junho de 2018

LINENSE ELIMINA O NOVORIZONTINO E ACABA COM AS ESPERANÇAS DA FERROVIÁRIA



Ao empatar esta noite em Novo Horizonte, marcando o tento de empate aos 45 minutos do segundo tempo, o Linense eliminou o Grêmio Novorizontino do Campeonato Brasileiro, Série D.

No jogo de ida, em Lins, o Linense também anotou o tento da vitória sobre a hora, ganhando por 3 a 2.

No jogo de hoje, o placar final foi 2 a 2.

Com isso, o Linense chega às quartas de final da competição e o Novorizontino é eliminado.

A Ferroviária perde com isso, uma vez que, se o Novorizontino conseguisse subir para a Série C, a Locomotiva ganharia vaga para disputar a Série D em 2019.

A Ferroviária, agora, terá de lutar pelo título da Copa Paulista deste ano para voltar a integrar a Série D do Brasileiro.


FICHA TÉCNICA
    
Novorizontino-SP 2 x 2 Linense-SP 
     
Local: Jorge Ismael de Biasi - Novo Horizonte
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo-SP
Assistentes: Alberto Poletto Masseira-SP e Luiz Alberto Andrini Nogueira-SP
Público: 2.260 pagantes  / Renda: R$ 24.750,00
Gols: Novorizontino: João Victor 18' 1T, Pereira 12' 2T
Linense: Nolasco 25' 1T, Bruno Formigoni 45' 2T
Novorizontino - Oliveira; Marcelo Tchê, Vinícius, João Victor e Reverson;  Marzagão, Jocinei (Milton Jr.), Pereira e Elvinho; Anderson Cavalo (Francis) e Cléo Silva. Técnico: Ito Roque.
Linense - João Guilherme; Pacheco, Samuel, Magno Alves e Cesinha; Edu Pina (Moisés), Ricardinho, Bruno Formigoni e Matheus; Nolasco e Raul (Jhonatan)..Técnico: Júlio Sérgio.

Foto: Matheus Bertolini do Prado  - Grêmio Novorizontino

Elaboração e edição: Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali

ROSAN NO BATE-BOLA DA REVISTA DO ESPORTE



BATE-BOLA COM ROSAN, PUBLICADO NA EDIÇÃO NÚMERO 62 DA REVISTA DO ESPORTE,  À PÁGINA 37.





"FERROVIÁRIA EM CAMPO" : Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali

sexta-feira, 22 de junho de 2018

FERROVIÁRIA NA COPA




Afeanos exibem, com orgulho, a bandeira da Ferroviária em estádios e locais importantes do cenário da Copa do Mundo na Rússia.

Na terra do vermelho, o grená e branco ganham espaço.

(Clique nas fotos para ampliar)

Dr. Rogério e Dra. Talita




Fábio M. Rezende e Dall'Acqua 






"FERROVIÁRIA EM CAMPO" : Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali 

segunda-feira, 18 de junho de 2018

LEANDRO AMARO: ELE FOI NOTA 10 NA FERROVIÁRIA



Nos mais de 1.400 minutos de Ferroviária em campo pelo Paulistão de 2017, ele esteve em ação. Único jogador nessa condição, impecável técnica e disciplinarmente, esbanjando disposição e categoria, LEANDRO AMARO converteu-se no paradigma de atleta ideal. 





Leandro Amaro

Sem desmerecimento aos demais que também se aplicaram e procuraram dar o melhor de si em benefício da Locomotiva, forçoso é reconhecer a supremacia desse exemplar profissional.

Fez todas as 15 partidas da Ferroviária no certame bandeirante, nunca foi substituído nem expulso e exibiu uma garra nem sempre demonstrada por alguns companheiros de equipe. De quebra, anotou dois tentos importantes para a sorte do time, em investidas ao ataque convertidas em êxito.



Leandro Amaro foi o primeiro jogador anunciado para as disputas do Campeonato Paulista. E o primeiro na aprovação unânime dos torcedores. Atleta nota 10, valoroso na jornada afeana, fundamental, entre outros, na luta, por fim vitoriosa, pela permanência na divisão de honra do futebol paulista.

Embora o futebol seja um esporte coletivo, não há como igualar os desiguais. Cada qual dá a sua parcela de participação e contribuição, mas é mister que se dê destaque a quem exibe maiores e melhores qualidades. Foi o caso, no Campeonato Paulista de 2017, do zagueiro Leandro Amaro.





Fotos: "Ferroviária em Campo"; Ferroviária SA; ESPN.

Pesquisa, elaboração e edição: Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

PEQUENA HOMENAGEM A UM GRANDE CIDADÃO ARARAQUARENSE: GAETA



  
José Alberto Gonçalves (Gaeta) nasceu em Araraquara (SP) no dia 17 de maio de 1938.



Foi um dos cidadãos mais atuantes da história araraquarense. Importante pelos inúmeros cargos que ocupou, conservou sempre a humildade. Simples, com um amplo círculo de amigos, o popular Gaeta desenvolveu inúmeras atividades nos mais diversos âmbitos. 

Era um líder natural.

Profundo conhecedor dos problemas de Araraquara, contribuiu muito com dois governos municipais, de Clodoaldo Medina e Roberto Massafera, na condição de Vice-Prefeito.


Vereador em diversos mandatos, foi presidente do Legislativo araraquarense em dois desses períodos, mercê de sua competência indesmentível. Integrou diversas comissões, quase sempre na condição de presidente.

Foi presidente do Hospital Beneficência Portuguesa de Araraquara, e mesmo fora do cargo seguiu colaborando com a entidade através de sua disposição e experiência. 


No esporte 

Gaeta foi presidente do Palmeiras Esporte Clube, da Vila Xavier.

Presidiu a Associação Ferroviária de Esportes, no período de 5 de março de 1985 a 19 de dezembro de 1985, quando o time grená desenvolveu uma campanha valorosa no Paulistão, terminando o certame na quarta colocação, alcançando as semifinais. Na AFE, exerceu ainda o cargo de Vice-Presidente.

Foi presidente da Comissão Central de Esportes de Araraquara, entidade esportiva substituída pela Fundesport, em agosto de 1981.  Também nessa investidura, Gaeta mostrou o seu potencial de realizações. (Tive o prazer de ser, durante a sua gestão nesses órgãos, o diretor de divulgação e pude constatar, de perto, todo o seu dinamismo.)

Gaeta acompanhado por figuras importantes do esporte araraquarense

A forma afável e simpática que, invariavelmente, imprimia no seu relacionamento com as pessoas, granjeou-lhe a admiração de toda a coletividade. Ele formou um número elevado de seguidores.

Família Gaeta

José Alberto Gonçalves casou-se com Erlene de Lourdes Passerine. Dessa união nasceram os filhos: Francisco José Gonçalves, Flávia Maria Gonçalves e Fernando Antônio Gonçalves.

José Alberto Gonçalves faleceu no dia 13 de fevereiro de 2008, aos 69 anos de vida. Naquele ano, em justa homenagem, o Circuito Municipal de Esportes sobre Rodas, situado no Parque Ecológico Pinheirinho, recebeu o seu nome. Em 2013, recebeu o Diploma de “Honra ao Mérito” (in memorian).

A cidade de Araraquara, e seus habitantes, devem muito a essa personalidade marcante, um autêntico benfeitor.

Fotos: Internet; Sala de Rem. Paschoal da Rocha

Pesquisa, elaboração e edição: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI e PAULO LUÍS MICALI

sábado, 9 de junho de 2018

ESTÁDIO DA FONTE LUMINOSA COMPLETA 67 ANOS NESTE 10 DE JUNHO



Graças à dinâmica liderança do fundador e primeiro presidente da Associação Ferroviária de Esportes, Antônio Tavares Pereira Lima, o Estádio da Fonte Luminosa foi construído em cerca de um ano, transformando-se num dos locais mais importantes e adequados para a prática do futebol no Interior paulista. O dirigente maior da agremiação conseguiu unir a cidade em torno do objetivo de erguer o estádio, e o feito se transformou em motivo de orgulho para toda a coletividade.


Assim, no dia 10 de junho de 1951, um domingo à tarde, a AFE fazia o sexto jogo de sua história enfrentando o time mais forte do Brasil, na época: o Clube de Regatas Vasco da Gama, do Rio de Janeiro.
Festa para a cidade de Araraquara e as localidades vizinhas pela motivação provocada, tanto pela inauguração da majestosa praça desportiva como pela presença de tão ilustre adversário.


A Ferroviária, dando seus primeiros passos na prática do futebol profissional não foi páreo para o Cruzmaltino, que já na primeira etapa estabelecia o placar de 5 a 0 e parava no segundo tempo. Friaça deu show e anotou quatro gols. O estádio, tido como o melhor do Interior, ficou lotado (aproximadamente 20 mil pessoas) e a torcida vibrou com a abertura de um novo local de espetáculos e também com a exibição do Vasco.


A ficha do jogo

FERROVIÁRIA 0 X 5 VASCO DA GAMA

Dia 10 de junho de 1951, domingo
Local: Estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros (Fonte Luminosa), em Araraquara (SP).
Finalidade: Amistoso Interestadual para inauguração do estádio
Árbitro: Alberto da Gama Malcher (Federação Carioca de Futebol)
Auxiliares: Ernani Salvador Volpi e Rolando Volpi (Liga Araraquarense de Futebol)
Renda: Superior a Cr$ 300.000,00
Gols: Friança (4) e Tesourinha
Ferroviária – Sandro (Tino); Sarvas (Espanador) e Aléssio; Pierri, Basso e Pimentel (Rudge); Guardinha (Baltazar), Fordinho (Milton Viana), Marinho (Fordinho), Gonçalves e Baltazar (Tonhé). Técnico: Zezinho Silva.
Vasco da Gama – Barbosa; Augusto (Laerte) e Clarel; Ipojucan (Lola), Danilo e Alfredo; Tesourinha, Ademir (Amorim), Friança, Maneca (Ipojucan) e Djair (Chico). Técnico: Flávio Costa.


Preliminar: Amadores da AFE 1 x 0 ACEA (Associação dos Cronistas Esportivos de Araraquara), gol de pênalti.


Obs.: Em que pese o mau resultado da estreia, contra um adversário fortíssimo, a Ferroviária passou a ter, em seu reduto, um aproveitamento muito bom, principalmente nas duas primeiras décadas (50 e 60).







Fonte: Acervo de “Ferroviária em Campo”   
Fotos: Museu da Ferroviária; Revista Memória Araraquara e internet.

Pesquisa, elaboração e edição: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI e PAULO LUÍS MICALI

HÁ EXATOS 50 ANOS, A FERROVIÁRIA GOLEAVA O VICE-CAMPEÃO ITALIANO


Téia recebe cartão de Prata alusivo a conquista da artilharia do campeonato paulista de 1968 das mãos do narrador Wilson Luiz da Rádio Cultura de Araraquara (1968)


A Ferroviária realizou uma campanha sensacional no Paulistão de 1968. Terminou na terceira colocação, à frente de São Paulo, Palmeiras e Portuguesa de Desportos, atrás apenas do Santos (campeão) e do Corinthians (vice-campeão).

Sagrou-se bicampeã do Interior, ganhando pela segunda vez consecutiva o Troféu Folha de S.Paulo, e dando o artilheiro principal do campeonato, Téia, autor de 20 gols.

Foi a primeira vez que um clube interiorano teve no Paulistão o goleador número um. Téia desbancou o Rei Pelé, que vinha sendo, há anos, o artilheiro-mor da competição.

Então...

Apenas quatro dias depois de encerrado o Campeonato Paulista, em plena ebulição dos feitos memoráveis, a Ferroviária programou para a Fonte Luminosa uma partida internacional, convidando para as festividades de comemoração das conquistas do Paulistão... nada mais nada menos que o vice-campeão da Itália, Napoli, que tinha em suas fileiras, entre outros, o craque brasileiro Mazzola (José João Altafini).

O time do Napoli que enfrentou amistosamente a Ferroviária, em Araraquara.  O amistoso só foi possível graças ao araraquarense Sérgio Clérice, ex-jogador e ex-técnico. Clérice brilhou na Itália por anos e anos e depois voltou a residir em sua querida cidade natal.

Entre as homenagens, uma especial: Téia recebeu um cartão de prata das mãos de Wilson Silveira Luiz que era, na ocasião, narrador esportivo da Rádio A Voz da Araraquarense.

Goleada

No embalo da campanha do Paulistão, a Ferroviária foi implacável com os visitantes. Exibindo um futebol que encantou o técnico do Napoli, a AFE estabeleceu um placar altissonante: 4 a 0. 

Entrando no segundo período, Zé Luiz foi o astro maior do espetáculo, assinalando três gols. Bebeto havia inaugurado o marcador no primeiro tempo.

Oscar Scolfaro foi o árbitro do encontro. A Ferroviária jogou um futebol primoroso com esta formação:

Machado; Baiano, Fernando, Rossi e Fogueira; Bebeto (Teodoro) e Bazani; Valdir, Maritaca (Zé Luiz), Téia e Pio. Técnico: Diede José Gomes Lameiro.

O Napoli alinhou: Gumman; Michele, Pogliano (Nardini), Zulini e Girardo (Montefusco); Stente e Cané; Orlando, Bianchi, Di Giacomo e Bortavi. Técnico: Egidio Di Constanzo.

Obs.: O brasileiro Mazzola não jogou.

A arrecadação somou 120 mil cruzeiros novos.

A Ferroviária vivia, há exatos 50 anos, um de seus momentos mais marcantes.
 

Fotos: Museu do Futebol e Esportes de Araraquara

Elaboração e edição: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI e PAULO LUÍS MICALI